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Economia

Petróleo mantém tendência de baixa

26/07/2012 | 12h22

 

O prolongamento de um cenário econômico global conturbado deve impedir a recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional pelo menos até o fim de 2013. Somente neste ano, o valor do contrato WTI, negociado em Nova York, já caiu mais de 11%, enquanto o Brent, negociado em Londres, acumula baixa de 4%. Mantidas as condições atuais - que não consideram ruptura na zona do euro ou recessão americana - os preços devem continuar deprimidos por mais de um ano e 2012 deve marcar o primeiro ano de recuo nos preços desde 2009.
Depois de engatar uma tendência firme de alta entre 2001 e 2008, o preço médio da commodity recuou em 2009, período pós-quebra do Lehman Brothers, e voltou a mostrar recuperação em 2010. Em 2011, o preço médio do WTI subiu mais 18,7% em relação ao ano anterior. No ano passado, o Brent superou a marca de US$ 100 o barril pela primeira vez e subiu mais de 38% em relação a 2010, quando o preço médio alcançou US$ 80.
Segundo analistas, a queda acentuada dos preços nos primeiros sete meses deste ano se deve ao agravamento da crise da dívida da Europa, à fraca recuperação econômica dos EUA e à desaceleração do crescimento da China.
Traçar projeções de preços para a commodity tem sido uma tarefa difícil, considerando o clima de instabilidade. "Tudo é possível. Acredito que seja improvável sustentar valor abaixo de US$ 79 o barril [do WTI], mas é possível que se chegue a esse valor", diz Kevin Kerr, da Kerr Commodities Trading.
De um ano para cá, a commodity tem apresentado uma tendência de queda. Em 25 de julho de 2011, o barril do Brent valia US$ 117,94. Agora beira os US$ 100. O WTI segue o mesmo caminho. Em 25 de julho de 2011, o barril fechou em US$ 99,20. Doze meses depois, o WTI oscila pouco abaixo dos US$ 90. Nem mesmo os conflitos no Oriente Médio e o embargo ao Irã foram capazes de reverter o movimento de desvalorização.
Segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a estimativa no curto prazo para os preços não é favorável. "No momento, há uma série de fatores agindo em conjunto que não deixam o petróleo ter um avanço consistente. A recuperação da economia americana patina. A situação na Europa é crítica e a China, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo depois dos Estados Unidos, está crescendo a passos mais lentos. Tudo isso contribui para que a demanda continue fraca", diz, acrescentando que, nos próximos meses, a tendência é o WTI ficar em torno de US$ 80 e o Brent perto de US$ 90.
Considerando que o atual cenário não apresente piora, Julian Jessop, economista da consultoria britânica Capital Economics, prevê que o Brent fique entre US$ 70 e US$ 100 o barril nos próximos 18 meses. Para o WTI, a expectativa do economista é média de US$ 80 a US$ 90 o barril. Jessop reforça que é difícil traçar projeções dada a inconstância na crise da dívida da zona do euro e a falta de perspectivas positivas para a retomada da economia americana. "É importante lembrar que um depende do outro. Um dos principais motivos do lento crescimento dos Estados Unidos é a crise europeia", diz.
Kerr aponta uma variação entre US$ 79 e US$ 110 para o preço médio do barril do WTI, com a ausência de choques adicionais à economia mundial. Ao final de 2012, com o atual ritmo de queda da demanda da Europa e sem uma solução para a crise da região, o analista prevê um intervalo de US$ 92 a US$ 85 para o WTI. "Caso o Federal Reserve [Fed, banco central dos Estados Unidos] anuncie um novo afrouxamento quantitativo, o preço do barril deve atingir a ponta mais alta, certamente", completa.
A desaceleração econômica do grupo de países desenvolvidos observada neste ano, segundo Adriano Pires, deve fazer com que preços sejam direcionados pela demanda de emergentes, levando em consideração que são poucas as chances de, no curto prazo, a economia dos EUA e da Europa apresentar uma melhora. "O grupo dos emergentes é o que cresce e o WTI pode certamente chegar a US$ 70 por barril se a desaceleração nesses países se acentuar".
A estimativa da Capital Economics é que haja uma queda de 500 mil barris por dia na demanda por parte dos países desenvolvidos neste ano, sendo provavelmente compensada pelo aumento de 1 milhão de barris diários dos emergentes. O quadro deve se repetir em 2013, ano em que, segundo Jessop, os emergentes passarão a consumir mais que os desenvolvidos. Para 2013, o economista acredita que o preço médio do Brent fique em US$ 85, estabilidade em relação à projeção para o fim de 2012.
O diretor do CBIE acha que ainda é muito cedo para avaliar o embargo ao Irã e acredita que as sanções não estão surtindo efeito nos preços porque a demanda mundial está enfraquecida e a produção dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) continua elevada. Opinião semelhante à de Jessop, que não observa nenhuma forte mudança nos preços da commodity com a interrupção da compra do petróleo iraniano.
Jessop lembra que o Irã exportava cerca de 2,5 milhões de barris por dia ao fim de 2011 e que o embargo da União Europeia (UE) deve cortar em pelo menos 500 mil barris por dia. "Apesar disso, mantemos a visão de que não haverá grande impacto no curto prazo. A demanda está enfraquecendo e outros fornecedores conseguem suprir essa falta de produção. A Arábia Saudita pode sozinha, suprir essa demanda. De qualquer forma, acredito que em algum momento o país irá abrir concessões em seu programa nuclear."
Segundo o sócio da consultoria DCT Energia e pesquisador em energia da Universidade de Miami, Ericson de Paula, o embargo ao Irã por si só não pode fazer com que os preços da commodity subam. A não ser que uma guerra ocorra. "Os mercados já estão muito inquietos e qualquer conflito mais sério pode ter uma forte influência no preço, mesmo que temporária".
Levando em consideração que o Produto Interno Bruto (PIB) global cresça em média 3% este ano e em 2013, o analista da DCT Energia acredita que o preço médio do barril do WTI deve ficar em US$ 95 neste ano e em US$ 90 no ano que vem. Já o preço médio do barril do Brent deve ser de US$ 105 em 2012 e de US$ 100 em 2013.

O prolongamento de um cenário econômico global conturbado deve impedir a recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional pelo menos até o fim de 2013. Somente neste ano, o valor do contrato WTI, negociado em Nova York, já caiu mais de 11%, enquanto o Brent, negociado em Londres, acumula baixa de 4%. Mantidas as condições atuais - que não consideram ruptura na zona do euro ou recessão americana - os preços devem continuar deprimidos por mais de um ano e 2012 deve marcar o primeiro ano de recuo nos preços desde 2009.


Depois de engatar uma tendência firme de alta entre 2001 e 2008, o preço médio da commodity recuou em 2009, período pós-quebra do Lehman Brothers, e voltou a mostrar recuperação em 2010. Em 2011, o preço médio do WTI subiu mais 18,7% em relação ao ano anterior. No ano passado, o Brent superou a marca de US$ 100 o barril pela primeira vez e subiu mais de 38% em relação a 2010, quando o preço médio alcançou US$ 80.


Segundo analistas, a queda acentuada dos preços nos primeiros sete meses deste ano se deve ao agravamento da crise da dívida da Europa, à fraca recuperação econômica dos EUA e à desaceleração do crescimento da China.


Traçar projeções de preços para a commodity tem sido uma tarefa difícil, considerando o clima de instabilidade. "Tudo é possível. Acredito que seja improvável sustentar valor abaixo de US$ 79 o barril [do WTI], mas é possível que se chegue a esse valor", diz Kevin Kerr, da Kerr Commodities Trading.


De um ano para cá, a commodity tem apresentado uma tendência de queda. Em 25 de julho de 2011, o barril do Brent valia US$ 117,94. Agora beira os US$ 100. O WTI segue o mesmo caminho. Em 25 de julho de 2011, o barril fechou em US$ 99,20. Doze meses depois, o WTI oscila pouco abaixo dos US$ 90. Nem mesmo os conflitos no Oriente Médio e o embargo ao Irã foram capazes de reverter o movimento de desvalorização.


Segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a estimativa no curto prazo para os preços não é favorável. "No momento, há uma série de fatores agindo em conjunto que não deixam o petróleo ter um avanço consistente. A recuperação da economia americana patina. A situação na Europa é crítica e a China, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo depois dos Estados Unidos, está crescendo a passos mais lentos. Tudo isso contribui para que a demanda continue fraca", diz, acrescentando que, nos próximos meses, a tendência é o WTI ficar em torno de US$ 80 e o Brent perto de US$ 90.


Considerando que o atual cenário não apresente piora, Julian Jessop, economista da consultoria britânica Capital Economics, prevê que o Brent fique entre US$ 70 e US$ 100 o barril nos próximos 18 meses. Para o WTI, a expectativa do economista é média de US$ 80 a US$ 90 o barril. Jessop reforça que é difícil traçar projeções dada a inconstância na crise da dívida da zona do euro e a falta de perspectivas positivas para a retomada da economia americana. "É importante lembrar que um depende do outro. Um dos principais motivos do lento crescimento dos Estados Unidos é a crise europeia", diz.


Kerr aponta uma variação entre US$ 79 e US$ 110 para o preço médio do barril do WTI, com a ausência de choques adicionais à economia mundial. Ao final de 2012, com o atual ritmo de queda da demanda da Europa e sem uma solução para a crise da região, o analista prevê um intervalo de US$ 92 a US$ 85 para o WTI. "Caso o Federal Reserve [Fed, banco central dos Estados Unidos] anuncie um novo afrouxamento quantitativo, o preço do barril deve atingir a ponta mais alta, certamente", completa.


A desaceleração econômica do grupo de países desenvolvidos observada neste ano, segundo Adriano Pires, deve fazer com que preços sejam direcionados pela demanda de emergentes, levando em consideração que são poucas as chances de, no curto prazo, a economia dos EUA e da Europa apresentar uma melhora. "O grupo dos emergentes é o que cresce e o WTI pode certamente chegar a US$ 70 por barril se a desaceleração nesses países se acentuar".


A estimativa da Capital Economics é que haja uma queda de 500 mil barris por dia na demanda por parte dos países desenvolvidos neste ano, sendo provavelmente compensada pelo aumento de 1 milhão de barris diários dos emergentes. O quadro deve se repetir em 2013, ano em que, segundo Jessop, os emergentes passarão a consumir mais que os desenvolvidos. Para 2013, o economista acredita que o preço médio do Brent fique em US$ 85, estabilidade em relação à projeção para o fim de 2012.


O diretor do CBIE acha que ainda é muito cedo para avaliar o embargo ao Irã e acredita que as sanções não estão surtindo efeito nos preços porque a demanda mundial está enfraquecida e a produção dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) continua elevada. Opinião semelhante à de Jessop, que não observa nenhuma forte mudança nos preços da commodity com a interrupção da compra do petróleo iraniano.


Jessop lembra que o Irã exportava cerca de 2,5 milhões de barris por dia ao fim de 2011 e que o embargo da União Europeia (UE) deve cortar em pelo menos 500 mil barris por dia. "Apesar disso, mantemos a visão de que não haverá grande impacto no curto prazo. A demanda está enfraquecendo e outros fornecedores conseguem suprir essa falta de produção. A Arábia Saudita pode sozinha, suprir essa demanda. De qualquer forma, acredito que em algum momento o país irá abrir concessões em seu programa nuclear".


Segundo o sócio da consultoria DCT Energia e pesquisador em energia da Universidade de Miami, Ericson de Paula, o embargo ao Irã por si só não pode fazer com que os preços da commodity subam. A não ser que uma guerra ocorra. "Os mercados já estão muito inquietos e qualquer conflito mais sério pode ter uma forte influência no preço, mesmo que temporária".


Levando em consideração que o Produto Interno Bruto (PIB) global cresça em média 3% este ano e em 2013, o analista da DCT Energia acredita que o preço médio do barril do WTI deve ficar em US$ 95 neste ano e em US$ 90 no ano que vem. Já o preço médio do barril do Brent deve ser de US$ 105 em 2012 e de US$ 100 em 2013.

 



Fonte: Valor Econômico
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