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Finanças

Petróleo embaralha previsões para o Fed

17/07/2006 | 00h00

Os mercados financeiros irão trabalhar esta semana com um olho pregado nas cotações do petróleo e outro nos indicadores americanos. Esta é a semana mais importante do mês em matéria de indicadores e eventos capazes de interferir na política monetária do Federal Reserve (Fed). O impacto dos índices de inflação (amanhã sai o relativo ao atacado em junho e na quarta-feira o referente aos preços ao consumidor), do discurso que o presidente do Fed, Ben Bernanke, fará na quarta-feira e da ata da última reunião do Fomc dependerá do comportamento do mercado de petróleo.

A disparada do petróleo - na sexta-feira, após avanço de US$ 0,33, atingiu novo preço recorde de US$ 77,03 na Nymex -, decorrente das tensões geradas pelo conflito no Oriente Médio, ressuscitou o principal medo dos investidores: a alta da inflação mesmo em um ambiente de desaquecimento econômico. A economia dos EUA emite incontestes sinais de desaceleração. Na sexta-feira surgiu mais um dado reforçando esta leitura. As vendas feitas pelo varejo em junho recuaram 0,1%, quando os analistas previam avanço de 0,4%. Em maio houve alta de 0,1%. A queda nas vendas de automóveis e material de construção foi expressiva. Como o consumo representa dois terços da atividade econômica dos EUA, se não fosse a arrancada do petróleo o Fed se sentiria confortável para interromper já em agosto o longo aperto monetário americano. Mas os combustíveis podem impulsionar os preços mesmo com a atividade em declínio.

Os mercados domésticos conseguiram, na sexta-feira, desvencilhar-se do condicionamento externo. O dólar fechou em baixa de 0,31%, cotado a R$ 2,2130, apesar de o Banco Central ter realizado leilão de compra da moeda. Aceitou oito propostas ao preço de R$ 2,2087. E os juros caíram em bloco no mercado futuro da BM&F. O contrato para a virada do mês recuou 0,03 ponto, para 14,85%. E o mais negociado, para janeiro de 2008, cedeu 0,07 ponto, para 14,89%.

A alta do petróleo não está conseguindo alterar o consenso à reunião de quarta-feira do Copom, de corte da Selic de meio ponto. A maioria dos analistas acredita que o governo só irá reajustar os combustíveis após as eleições, mas antes do início de 2007, para que a inflação do ano que vem não seja contaminada. O Credit Suisse até considera provável que não haja aumento da gasolina este ano. A instituição, que projeta Selic de 13,75% em dezembro - contra 14,25% do Focus e 14,50% do DI futuro - lembra que os preços da gasolina no mercado internacional permaneceram mais baixos que os preços domésticos na maior parte do tempo desde o último reajuste da gasolina, em setembro de 2005. "Isso nos sugere que o governo tem espaço para retardar possíveis reajustes para melhor avaliar o quão permanente é o novo patamar de preços internacionais", diz relatório do banco. Pelos seus cálculos, a defasagem interna é de 10,4%. Um realinhamento integral teria impacto direto adicional de 0,5 ponto no IPCA. Mesmo assim, a inflação ficaria abaixo da meta central de 4,5%.



Fonte: Valor Econômico
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