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Mercado

Petróleo em queda deixa varejo nos EUA otimista

06/10/2006 | 00h00

Dados divulgados nos últimos dias indicam uma recuperação do consumo nos EUA, o que sugere que a atividade econômica neste final de ano pode ser menos fraca se esperava. O principal fator por trás dessa retomada é a queda no preço do petróleo, que reduz o gasto dos consumidores com combustíveis. A alta recente nas bolsas também contribui, pois eleva a sensação de riqueza. O Fed voltou a alertar para os riscos da inflação e de uma nova alta nos juros.

As vendas das grandes redes de varejo americanas tiveram crescimento sólidos das vendas em setembro, acima das expectativas. Isso contraria a previsão de queda generalizada no consumo devido à retração do mercado imobiliário e à alta dos juros no país.

Em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas subiram 3,8%, resultado similar ao de agosto e próximo da média de 3,7% do primeiro semestre, segundo o International Council of Shopping Centers (ICSC), de Nova York.

Esses dados dizem respeito a 52 redes de varejo, que respondem por 42% das vendas do setor no país. Excetuando-se a Wal-Mart, o crescimento foi de 6%. O dado completo para varejo deve ser divulgado hoje pelo governo, e espera-se uma queda de 0,3% em relação a setembro do ano passado.

Analistas observam que os dados apresentam uma distorção pelo fato de setembro ter tido cinco sábados este ano e pela ausência de furacões, que prejudicaram as vendas em setembro de 2005.

Ainda assim, avaliam que o principal estímulo foi a queda de 14,8% no preço médio da gasolina no país. Nos EUA, as oscilações na cotação do petróleo são rapidamente repassadas para os preços dos combustíveis.

"As vendas [das redes de varejo] tiveram uma boa alta e, junto com a retomada nas vendas de automóveis, devem contribuir para um pouso suave da economia", disse John Lonski, economista-chefe do Moody`s Investors Service, em Nova York.

Os principais varejistas do país já esperam assim um resultado robusto nas vendas na temporada de festas no final do ano.

"Todas as luzes estão verdes em relação às vendas de fim de ano", afirmou Rick Rubin, analista do Mercantile Bankshares, de Baltimore. Para ele, a queda no preço da gasolina "é o maior catalisador. Está certamente melhorando as perspectivas de médio prazo para os varejistas".

As vendas em agosto e setembro são "um forte indicador antecedente" para o consumo no final do ano, disse Paul Lejuez, analista do Credit Suisse em Nova York.

O ICSC espera que as vendas entre novembro e janeiro cresçam 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, disse ontem o economista-chefe da entidade, Michael Niemira.

Várias autoridades monetárias americanas alertaram ontem para o risco de um repique da inflação, que poderia levar a nova alta nos juros. "Na situação atual, os riscos de alta da inflação são uma grande preocupação, afirmou ontem o vice-presidente do Fed, Donald Kohn, após o fechamento dos mercados. Segundo ele, um repique da inflação exigiria uma reação do Fed, sugerindo que o BC americano pode voltar a elevar os juros.



Fonte: Valor Econômico
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