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E&P

Petróleo em alta no ES

16/11/2004 | 00h00

Royalties dão impulso à economia local.
A produção no litoral capixaba estimula negócios no estado. 
A expectativa em torno da possibilidade de descobertas de novas áreas para a exploração de petróleo no litoral do Espírito Santo desencadeou uma fase de otimismo entre os empresários da região. De cursos universitários a empreendimentos imobiliários, Vitória e cidades vizinhas já movimentam cifras com a promessa de descoberta de novas reservas de gás e óleo.
O impulso à atividade ganhou força em meados de 2003, com o início das operações do Campo de Jubarte, localizado em águas profundas da Bacia de Campos, do lado capixaba. Até então, o estado mantinha produção apenas em terra.
- A exploração em mar é uma realidade e queremos estar preparados - diz o secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Júlio Bueno.
Para orientar o empresariado e criar uma massa de trabalhadores especializados, o governo capixaba realizou durante o mês de novembro uma rodada de eventos ligados ao assunto, intitulado Espírito Santo do Petróleo. O objetivo da Secretaria de Desenvolvimento local é evitar que o estado seja obrigado a trazer de fora profissionais.
De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o estado do Espírito Santo detém reservas provadas em terra da ordem de 115 milhões de barris de petróleo e 2,2 bilhões de metros cúbicos de gás. Em mar, as reservas provadas de petróleo são de 609 milhões de barris, enquanto que as de gás alcançam 15 bilhões de metros cúbicos.
Apesar de ainda ser cedo para quantificar investimentos e geração de empregos, o Espírito Santo, ao lado do Rio de Janeiro e de São Paulo, deverá ser o local que vai absorver a maior parte dos cerca de US$ 80 bilhões e 185 mil postos de trabalho que deverão ser gerados no país com a atividade de petróleo até 2010. A estimativa é de Raimar Bylardt, coordenador do Núcleo de Desenvolvimento da ANP.
Bylardt conta que o Espírito Santo tem sido uma das regiões com maior crescimento na demanda por bolsas de estudo junto à ANP. Para ele, o estado deveria dar ênfase a cursos técnicos.
- É preciso lembrar que o mar do Espírito Santo reúne duas características que exigem maior prazo e gastos para a exploração: as reservas estão situadas em águas muito profundas e são de um óleo extremamente pesado - comenta Wagner Trindade, coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento de Produção do Centro de Pesquisas da Petrobras.
Por ter aspectos tão específicos, a Petrobras vai testar, ainda este ano, dois novos tipos de bombeamento.
Já que o óleo pesado é marca registrada do estado, a Petrobras também está desenvolvendo em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo um centro de excelência no estudo deste tipo de óleo, que deverá se tornar referência nacional no assunto.
E cidades como Presidente Kennedy, que há poucos anos era um dos municípios mais pobres do sul, já começam a aparecer edifícios comerciais voltados para empresas de petróleo. Tudo fruto dos royalties do Campo de Jubarte.



Fonte: Jornal do Brasil
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