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Pesquisa

Petróleo e gás vive período de fortes incertezas, aponta Ernst & Young

14/09/2010 | 18h23

Apesar dos sinais de estabilidade demonstrados no final do primeiro trimestre, o vazamento de petróleo no Golfo do México, aliado a relatórios divergentes sobre consumo e confiança nos negócios, gerou uma enorme incerteza para o mercado de petróleo e gás, afirma Ernst & Young.

 

“O setor está passando por algumas incertezas no momento. Dados econômicos confusos, cortes nos gastos públicos, possíveis consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México e a crise da dívida soberana na Europa são fatores que contribuem para uma perspectiva desfavorável em 2010”, afirma Dale Nijoka, líder Global de Petróleo e Gás da Ernst & Young.

 

Em comparação com os últimos anos, os preços do petróleo têm permanecido notadamente estáveis. Hábitos de consumo mais modestos e economias em desenvolvimento desacelerado têm diminuído as pressões da demanda, o que ocasiona uma manutenção dos preços na faixa de US$70 a US$80 por barril durante quase um ano inteiro. Com a falta de choques de oferta ou de uma inversão na recuperação econômica, a expectativa é que os preços mantenham relativamente o mesmo patamar no curto e no médio prazo.

 

A base do gás natural na América do Norte continua fraca, impulsionada pela fraca demanda e forte aumento da produção e, globalmente, não ocorreu o crescimento da demanda que algumas empresas esperavam para o ano. Apesar disso, a economia do gás natural deverá continuar desafiadora, uma vez que os produtores continuam a investir significativamente em desenvolvimentos de gás não convencionais, principalmente xisto, liquefação de GNL e capacidade de regaseificação, o que sugere uma perspectiva mais positiva a longo prazo. No entanto, ainda há alguns problemas a serem superados a fim de atingir o potencial de reservas não convencionais na Europa e na Ásia, o que significa que o gás natural pode não retomar o crescimento nessas regiões.

 

Margens de refino melhoram

 

Depois de um segundo semestre difícil em 2009, as margens de refino têm apresentado uma tendência de alta, e, em muitas regiões, têm voltado ao patamar que ocupavam antes do período mais positivo que foi de 2005 a 2008. No entanto, é provável que ocorra o fechamento de outras refinarias nos Estados Unidos e na Europa à medida que novas unidades de produção se tornam ativas na Ásia e no Oriente Médio. Além disso, as pressões para que as refinarias mantenham liquidez e fluxo de caixa continuam.

 

Já o setor de serviços petrolíferos enfrentou um ambiente econômico relativamente fraco em 2009, após a queda nos gastos em atividades upstream e as tendências de baixa nas taxas de utilização e diárias. No entanto, depois de ter conseguido se adaptar ao novo ambiente financeiro e começado a demonstrar sinais de recuperação, o setor agora precisa administrar as repercussões do vazamento de petróleo no Golfo do México. Apesar disso, as perspectivas para estas atividades em geral deverão permanecer boas ainda por algum tempo, embora haja ganhadores e perdedores. “Os gastos das companhias de petróleo e gás deverão aumentar em 2010 e os sinais de melhoria são visíveis, uma vez que as taxas de utilização dos equipamentos subiram um pouco”, disse Carlos Assis, sócio de consultoria para o setor de petróleo e gás da Ernst & Young.

 

“Mesmo os acontecimentos no Golfo do México tendo afetado algumas áreas do setor de serviços petrolíferos, esperamos, em última análise, ver investimentos em equipamentos e recursos para melhorar a segurança e a confiabilidade das operações offshore e onshore. Em termos gerais, isso beneficiará financeiramente os fabricantes de equipamentos para serviços do setor petrolífero, ao mesmo tempo em que promove mais avanços tecnológicos,” disse Nijoka.

 

Ranking dos principais desafios para a indústria do petróleo 

 

O ranking de desafios do setor de óleo e gás publicado anualmente pela Ernst&Young mostra de forma mais efetiva, onde o episódio do Golfo do México trouxe impactos. O acontecimento foi decisivo para que, no topo das preocupações, figurem questões sobre políticas regulatórias e acesso a reservas.  

 

De acordo com o estudo, outros fatores como o vago desfecho da conferência global  do clima, em Copenhague, e a falta de habilidade americana para adoção de uma clara política energética elevaram o grau de incerteza. Neste cenário, o vazamento no Golfo do México dificultou ainda mais o processo de decisões políticas pelo mundo.

 

No Brasil, questões especialmente relevantes apontadas por Carlos Assis, são as relativas aos novos desafios operacionais, incluindo ambientes pouco conhecidos, preocupações climáticas e ambientais, controle de custos e o deficit de capital humano. “Com a expectativa de expansão da exploração e produção esperadas para o pré-sal, estamos falando de novas fronteiras e desafios muito relevantes, dentro deste cenário”, alerta o executivo.

 

Outro aspecto que deve ser observado na análise é a volatilidade de preços. Com a alta histórica em 2008, ainda no ranking de 2009 esse era um dos pontos prioritários de atenção. Hoje, ocupa a sexta posição entre os dez desafios principais. “No entanto, ainda é considerado um fator extremamente frágil, que dependerá de quão sólida será a recuperação da economia global”, explica Assis.

 

Novo fôlego nas transações corporativas

 

As atividades de fusões e aquisições durante o primeiro semestre de 2010 aumentaram, sendo que o valor global das transações atingiu cerca de US$135 bilhões, o que representa quase 50% a mais em relação ao ano anterior. Foram 420 transações anunciadas ao longo dos dois primeiros trimestres, contra 334 durante o mesmo período de 2009.

 

 “A atividade de fusões e aquisições no segmento de petróleo e gás ganha um novo fôlego, e esperamos que continue assim no segundo semestre de 2010, especialmente nos mercados emergentes. Temos visto uma maior consolidação de empresas de serviços petrolíferos nos últimos seis meses e esperamos que esta tendência se mantenha até o final do ano. As avaliações das transações, no entanto, continuarão a ser afetadas pela falta de liquidez nos mercados de financiamento e pela constante volatilidade dos mercados acionários. Além disso, várias empresas petrolíferas estatais de países asiáticos permanecem interessadas em aquisições que lhes dão acesso a recursos estratégicos de desenvolvimento”, disse Nijoka.

 



Fonte: Redação
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