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Bolsa

Petróleo e denúncias abalam mercados

06/08/2004 | 00h00

Bolsa cai 3,8%, com recorde nas cotações do barril e reportagem que liga presidente do BC a doleiros sob investigação

A disparada das cotações do petróleo, na esteira da crise envolvendo a petrolífera russa Yukos, fez estragos ontem nos principais mercados financeiros. No fim da tarde, novas denúncias envolvendo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, puseram mais lenha na fogueira e fizeram o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores de São Paulo, acelerar as perdas e fechar em queda de 3,82%, aos 21.330 pontos. O risco Brasil, por sua vez, chegou a disparar mais de 3% antes de fechar com avanço de 1,34%, aos 605 pontos. Já o dólar comercial encerrou vendido a R$ 3,071, em alta de 0,52%.
O nervosismo atingiu em cheio os mercados quando circulou a notícia de que o governo russo congelara novamente as contas da Yukos, levantando temores de interrupção da produção da empresa, que responde por cerca de 2% da oferta mundial: 1,7 milhão de barris diários, um quinto do total produzido pela Rússia, que ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores exportadores. A empresa luta contra o governo russo em torno de uma suposta dívida fiscal de US$ 3,4 bilhões e corre risco de ir à falência.
A crise da Yukos ocorre num momento em que os principais produtores demonstram pequena capacidade de ampliar a oferta do combustível, o que provoca a forte alta das cotações. Em Londres, no International Petroleum Exchange, maior mercado de energia do mundo, o barril de petróleo do tipo Brent fechou em alta de 3,58%, a US$ 41,12, enquanto na Bolsa Mercantil de Nova York o barril de tipo leve avançou 3,55%, para US$ 44,41. Ambos bateram recorde. Com isso, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 1,61%, pior resultado desde os atentados terroristas em Madri, em março.
No mercado brasileiro, a nova alta do petróleo coincidiu com a divulgação, na versão online da revista Veja, de reportagem segundo a qual o presidente do BC teria se utilizado de doleiros investigados por lavagem de dinheiro para remeter recursos dos Estados Unidos para o Brasil, na época em que presidia o BankBoston. O maior temor entre analistas é de que Meirelles não resista à sucessão de denúncias e acabe cedendo o cargo a alguém sem experiência financeira. O Ibovespa chegou a cair quase 5%, mas esboçou reação no fim do pregão.
As ações de empresas de energia ajudaram a piorar o cenário, em meio às dúvidas sobre um provável veto do Supremo Tribunal Federal ao novo modelo do setor elétrico. Eletrobrás PNB e ON desabaram, respectivamente, 9,4% e 10,2%, com a informação de que a geradora estatal aumentará seu capital, diluindo o valor dos papéis.



Fonte: Jornal do Brasil
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