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Finanças

Petróleo e câmbio aliviam pressão sobre IGP-DI

06/01/2005 | 00h00

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve alta de 0,52% em dezembro, bem abaixo da variação de 0,8% prevista pelos analistas. Os preços industriais no atacado foram os grandes responsáveis pela surpresa. No acumulado de 2004, o IGP-DI fechou com elevação de 12,14%, ante 7,67% de 2003, segundo números divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O economista Fernando Fenolio, da Rosenberg & Associados, ressaltou o comportamento do Índice de Preços no Atacado (IPA), com peso de 60% no IGP-DI. Em dezembro, o IPA subiu 0,48%, abaixo do 1% do mês anterior. A grande contribuição veio de fato dos preços industriais, que passaram de uma alta de 1,3% em novembro para 0,38% em dezembro.
O grupo de química, por exemplo, teve alta de 0,79%, bem menor que a projeção de 1,75% da Rosenberg. "O cenário que se desenhava para esse segmento era de inflação pressionada, em virtude do reajuste dos combustíveis divulgado no fim de novembro, mas a forte queda do petróleo nos últimos dois meses acabou por afetar alguns derivados cujo reajuste é realizado a cada 15 dias", disse Fenolio.
Foi o caso de óleos combustíveis e querosene para motores, que tiveram quedas de 7,85% e 8,06%. Segundo ele, "a influência desses dois produtos acabou por amenizar o impacto do aumento do diesel, de 6,53%, e da gasolina, de 2,89%, levando o grupo química a registrar uma inflação bem menor do que se esperava". Ele destacou que outros "segmentos importantes apresentaram recuos significativos de novembro para dezembro, como os de mecânica, metalúrgica e material elétrico, resultado da menor pressão do aço".
O economista Adauto Lima, do WestLB, também foi a surpreendido pelo desempenho do IPA industrial. Para ele, a valorização do câmbio nos últimos meses, aliada a alguma estabilização das commodities metálicas, foi um fator de alívio importante. Mas, se teve um comportamento mais favorável em dezembro, o IPA industrial fechou 2004 com uma alta muito forte, de 19,5%, reflexo do choque de commodities ocorrido no ano passado, como lembram os analistas do Bradesco.
O IPA industrial explica muito do salto de 12,14% do IGP-DI em 2004. O IPA agrícola teve variação de apenas 2,65%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-DI, subiu 6,27%, e o Índice Nacional dos Custos da Construção (INCC) - com peso de 10% -, avançou 11,02%.
A variação do IPC em dezembro, de 0,63%, acima do 0,37% de novembro, ficou dentro do esperado. Fenolio ressaltou que, depois de três meses de deflação, o grupo alimentação voltou a ter variação positiva no mês passado, de 0,48%. Em novembro, os preços do segmento haviam caído 0,45%. O grupo transporte subiu bastante, 2,13%, em função da alta de 4,13% da gasolina e do aumento das tarifas de ônibus em algumas capitais (1,08% ). O INCC, por sua vez, teve variação de 0,51% em dezembro.
A expectativa para o IGP-DI em 2005 é positiva. Os analistas do Bradesco destacam que não deverá haver novo choque de commodities, o que os leva a projetar IGPs bem menores que os do ano passado. A previsão para o IGP-DI, por exemplo, é de 6,63%.



Fonte: Valor Econômico
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