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Grande queda

Petróleo despenca 8%: US$ 40,06

18/12/2008 | 01h03

Nem mesmo o maior corte de produção da história da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) foi capaz de segurar o preço do petróleo ontem, com os investidores crentes que a demanda recuará fortemente nos próximos meses devido à crise financeira global.

 

O aumento das reservas petrolíferas dos Estados Unidos o maior consumidor mundial da commodity- balizou essa crença, garantindo ao produto seu menor preço desde julho de 2004.Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de petróleo leve tipo WTI para entrega em janeiro fechou em baixa de 8,12%, cotado a US$ 40,06. Essa é a primeira vez que a commodity fica na casa dos US$ 40 desde julho de 2004. Na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para fevereiro cederam US$ 1,12, para US$ 45,53 por barril. A mínima foi de US$ 45,30 e a máxima de US$ 48,91.

 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu ontem reduzir sua produção petrolífera mais uma vez, em 2,2 milhões, de barris por dia, a maior redução já feita em uma única ação. A decisão se segue a cortes decididos em setembro e outubro, que chegaram a 2 milhões de barris na produção. O total dos cortes chegará, assim, a 4,2 milhões de barris diários, informou o cartel.Porém, essa notícia não trouxe o efeito desejado nos investidores. Segundo analistas do setor, o corte na produção pouco influenciará o mercado. "Isso é apenas o petróleo que há em reservas lá [nos países produtores] neste momento", disse Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research. "Ninguém quer comprar esse produto."

 

Os preços do petróleo estão agora mais de 70% abaixo do recorde intraday de US$ 147,24 por barril atingido em julho deste ano, ignorando os esforços para interromper a queda à medida que a recessão se torna cada vez mais forte nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo.

 

Após a reunião em Oran, na Argélia, a Opep anunciou que vai cortar um volume recorde de 2,2 milhões de barris diários a partir de 1º de janeiro, quebrando o recorde anterior de corte, feito em março de 1999. Apesar disso, a redução ficou em linha com as expectativas do mercado e a recuperação inicial dos preços diminuiu rápida e fortemente.

 

"Temos falado tanto sobre isso nas últimas semanas que esse é o caso comum de 'compra no rumor e venda no fato'", afirmou Mike Fitzpatrick, corretor da MF Global em Nova York. "Todo mundo estava esperando um corte de 2 milhões de barris diários ou mais e esse foi o número anunciado".

 

 

Apesar de os cortes poderem equilibrar o mercado em janeiro, os estoques podem começar a se acumular novamente, à medida que a temporada de baixa demanda, em fevereiro, se aproxima, como observou Lawrence Eagles, diretor para pesquisa de commodities do JP Morgan. "Isso significa que os preços vão começar a ser pressionados no fim de janeiro, senão antes".

 

Pouco antes do anúncio da Opep, o Departamento de Energia dos EUA informou que os estoques de petróleo subiram 525 mil barris na semana terminada em 12 de dezembro, para 321,3 milhões de barris, mais do que cinco vezes o volume esperado pelos analistas.

 

No entanto, apesar da oscilação do petróleo a cada nova notícia, os preços permaneceram entre US$ 40 e US$ 50 por barril durante todo o mês, segundo Fitzpatrick. "Parece que o mercado está começando a enxergar um piso", afirmou. "Não importa se o piso é de US$ 36 ou US$ 38 ou US$ 40. O processo começou".

 

As reservas semanais de petróleo dos Estados Unidos mostraram que a queda da demanda já se faz sentir. Os estoques do país subiram em 500 mil barris, para 321,3 milhões de barris, enquanto os analistas apostaram em uma alta de apenas 100 mil barris.

 

Por sua vez, as reservas de gasolina cresceram 1,3 milhão de barris, contra previsão de um milhão de barris, e as de destilados cresceram 2,9 milhões de barris, ante expectativa de 900 mil barris. Muitos analistas dizem acreditar que os preços do petróleo continuarão caindo no próximo ano, principalmente devido às previsões de menor demanda feitos pelo Departamento de Energia americano e pela AIE (Agência Internacional de Energia).



Fonte: Jornal do Commercio
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