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Executivo

Petroleiros temem terreno minado

15/04/2014 | 10h15

 

A Petrobras continua produzindo petróleo, batendo recorde de processamento em suas refinarias, perfurando e conectando poços a novas plataformas, mas fontes do mercado notam algumas travas depois da série de casos de corrupção. Os gerentes estão temerosos de tomar decisões antes corriqueiras, como renovar contratos por prazos curtos, de três meses, por exemplo. Outros temem avançar na conclusão de negócios com receio de envolvimento político em alguma esfera superior e do qual não tenham conhecimento. Não é um clima bom de se trabalhar, como nota uma fonte ouvida pelo Valor.
A companhia, que se notabilizou pela qualidade técnica de sua gerência, nunca esteve no noticiário por tanto tempo devido a casos de corrupção, pagamento de subornos por parte de empresas prestadoras de serviços, como os que estão aparecendo nas últimas semanas. As evidências encontradas contra Paulo Roberto Costa até agora deixaram inclusive em segundo plano as desconfianças com relação à compra de Pasadena por um diretor que era ligado ao PMDB, Nestor Cerveró, e a investigação de suborno envolvendo a holandesa SBM, assunto que está na área de influência do PT na estatal.
"Vai ser preciso um trabalho claro de separar responsabilidades para resgatar a credibilidade da companhia", disse um ex-executivo da companhia que acompanha o noticiário.
Fontes, inclusive do mercado financeiro, avaliam como positiva a onda de denúncias contra a empresa, desde que os problemas, entre eles a escalada de custos, sejam estancados. Ao receber pessoalmente oficiais da PF na sexta-feira, a presidente da Petrobras, Graça Foster, sinalizou que deseja colaborar com as investigações. Foi um ato de que não se tem notícia anteriormente por parte de seus antecessores. Aos funcionários semanas atrás ela disse que vai "defender" a Petrobras quantas vezes for preciso. Também disse, sobre as comissões internas que criou para investigar inúmeras denúncias, que não vai deixar "pedra sobre pedra". Ontem, em um discurso político em Pernambuco, Graça disse que acredita "mil vezes na Petrobras", sem mencionar as denúncias.
A reação da presidente da Petrobras é uma novidade. Ex-diretores da Petrobras já foram procurados na sede por oficiais de justiça, inclusive com ordens de prisão em outras épocas, mas jamais foram encontrados, mesmo estando no prédio. E não se tem registro de um presidente da companhia recebendo pessoalmente oficiais com mandados judiciais. Por causa de uma ação movida pelo empresário German Efromovich, por não ser convidado para licitações, em 2004 houve um mandado de prisão contra os ex-diretores Renato Duque, então responsável pela área de Serviços, e Guilherme Estrella, de exploração e produção.
Se até o momento as diretorias com negócios expostos nas investigações da PF, Tribunal de Contas a União, Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal foram indicadas por outros partidos, algumas fontes avaliam que em algum momento se chegará às diretorias do PT. Antes disso, durante uma guerra contra distribuidoras que formavam a chamada "máfia dos combustíveis", se tentou prender o ex-diretor de Abastecimento, Rogério Manso. Nos casos anteriores, os executivos da Petrobras eram vítimas. Nas investigações recentes alguns aparecem como cúmplices.
Em 2007 a Petrobras esteve envolvida na Operação Águas Profundas, da PF, que investigava um esquema de fraudes nas licitações da companhia com construtoras de plataformas, entre elas o estaleiro Mauá Jurong. Outra investigada naquela operação foi a Iesa, que aparece novamente em uma lista encontrada no escritório de Costa na operação Lava Jato da PF.
Noticiário do fim de semana menciona documentos apreendidos no escritório do ex-diretor, inclusive uma lista que sugere pedidos para financiamento de campanhas. Costa assumiu a diretoria da Petrobras em 2003 por indicação do PP, mas ficou no cargo até 2012 graças a uma "joint venture" de partidos que tinham também o PMDB e o PT na base de apoio.

A Petrobras continua produzindo petróleo, batendo recorde de processamento em suas refinarias, perfurando e conectando poços a novas plataformas, mas fontes do mercado notam algumas travas depois da série de casos de corrupção. Os gerentes estão temerosos de tomar decisões antes corriqueiras, como renovar contratos por prazos curtos, de três meses, por exemplo. Outros temem avançar na conclusão de negócios com receio de envolvimento político em alguma esfera superior e do qual não tenham conhecimento. Não é um clima bom de se trabalhar, como nota uma fonte ouvida pelo Valor.

A companhia, que se notabilizou pela qualidade técnica de sua gerência, nunca esteve no noticiário por tanto tempo devido a casos de corrupção, pagamento de subornos por parte de empresas prestadoras de serviços, como os que estão aparecendo nas últimas semanas. As evidências encontradas contra Paulo Roberto Costa até agora deixaram inclusive em segundo plano as desconfianças com relação à compra de Pasadena por um diretor que era ligado ao PMDB, Nestor Cerveró, e a investigação de suborno envolvendo a holandesa SBM, assunto que está na área de influência do PT na estatal.

"Vai ser preciso um trabalho claro de separar responsabilidades para resgatar a credibilidade da companhia", disse um ex-executivo da companhia que acompanha o noticiário.

Fontes, inclusive do mercado financeiro, avaliam como positiva a onda de denúncias contra a empresa, desde que os problemas, entre eles a escalada de custos, sejam estancados. Ao receber pessoalmente oficiais da PF na sexta-feira, a presidente da Petrobras, Graça Foster, sinalizou que deseja colaborar com as investigações. Foi um ato de que não se tem notícia anteriormente por parte de seus antecessores. Aos funcionários semanas atrás ela disse que vai "defender" a Petrobras quantas vezes for preciso. Também disse, sobre as comissões internas que criou para investigar inúmeras denúncias, que não vai deixar "pedra sobre pedra". Ontem, em um discurso político em Pernambuco, Graça disse que acredita "mil vezes na Petrobras", sem mencionar as denúncias.

A reação da presidente da Petrobras é uma novidade. Ex-diretores da Petrobras já foram procurados na sede por oficiais de justiça, inclusive com ordens de prisão em outras épocas, mas jamais foram encontrados, mesmo estando no prédio. E não se tem registro de um presidente da companhia recebendo pessoalmente oficiais com mandados judiciais. Por causa de uma ação movida pelo empresário German Efromovich, por não ser convidado para licitações, em 2004 houve um mandado de prisão contra os ex-diretores Renato Duque, então responsável pela área de Serviços, e Guilherme Estrella, de exploração e produção.

Se até o momento as diretorias com negócios expostos nas investigações da PF, Tribunal de Contas a União, Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal foram indicadas por outros partidos, algumas fontes avaliam que em algum momento se chegará às diretorias do PT. Antes disso, durante uma guerra contra distribuidoras que formavam a chamada "máfia dos combustíveis", se tentou prender o ex-diretor de Abastecimento, Rogério Manso. Nos casos anteriores, os executivos da Petrobras eram vítimas. Nas investigações recentes alguns aparecem como cúmplices.

Em 2007 a Petrobras esteve envolvida na Operação Águas Profundas, da PF, que investigava um esquema de fraudes nas licitações da companhia com construtoras de plataformas, entre elas o estaleiro Mauá Jurong. Outra investigada naquela operação foi a Iesa, que aparece novamente em uma lista encontrada no escritório de Costa na operação Lava Jato da PF.

Noticiário do fim de semana menciona documentos apreendidos no escritório do ex-diretor, inclusive uma lista que sugere pedidos para financiamento de campanhas. Costa assumiu a diretoria da Petrobras em 2003 por indicação do PP, mas ficou no cargo até 2012 graças a uma "joint venture" de partidos que tinham também o PMDB e o PT na base de apoio.



Fonte: Valor Econômico
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