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Paralisação

Petroleiros desaprovam proposta da Petrobras

21/10/2011 | 10h47
A Petrobras respondeu, na noite desta quarta-feira (20), às reivindicações das lideranças sindicais para o Acordo Coletivo de Trabalho 2011, em relação às cláusulas sociais. De acordo com o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), José Maria Rangel, a proposta “está muito longe do que os manifestantes almejam”. Amanhã, haverá uma reunião do conselho deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP)  que pode deliberar sobre uma possível greve nacional da categoria -  a entidade reúne 13 sindicatos e a negociação com a estatal é conjunta. Nos próximos dias 27 e 28, a empresa vai se manifestar sobre as reivindicações econômicas.

O documento foi apresentado pela Petrobras, ontem, após a paralisação organizada em 36 plataformas, que impediu a Emissão de Permissão de Trabalho (EPT), sem a qual os funcionários não podem realizar suas obrigações. O coordenador do Sindipetro-NF explicou que apenas as atividades de segurança e estabilização das plataformas foram mantidas e que não era a intenção do movimento causar perdas à empresa. Procurada pelo Valor, a Petrobras confirmou, em nota, que não há prejuízos à produção e que as operações, hoje (21), seguem normalmente.

Na proposta entregue ontem, Rangel afirmou que a companhia não abriu espaço para a discussão sobre a política de saúde e segurança. “A Petrobras continua excluindo os funcionários dessa política”, opinou. A categoria quer ter mais voz para decidir a rotina de proteção diária desenvolvida na empresa. Além disso, o sindicato espera melhorias na assistência médica oferecida pela empresa, como a unificação das tabelas de pagamento e abertura de credenciados.

A Petrobras afirmou que “todas as proposições para os itens sociais do acordo foram explicitados aos sindicatos durante as reuniões que vinham sendo realizadas desde a semana passada”.

Outra preocupação do Sindipetro, segundo Rangel, é o pagamento feito pelas empresas contratadas. O sindicato defende a criação de um fundo garantidor, onde seria depositado um percentual do pagamento feito pela Petrobras para as prestadoras de serviço. O dispositivo evitaria que a companhia, caso decida parar de prestar o serviço, não deixe de pagar as verbas rescisórias, explicou Rangel. O valor retido seria pago no fim do contrato.

Em relação às questões econômicas, o coordenador afirmou que a Petrobras já concedeu a reposição da inflação no salário, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até agosto, de 7,23%. Agora, o sindicato quer a aprovação de 10% de ganho real.

A Petrobras declarou que “mantém diálogo aberto e permanente com as lideranças sindicais e está em negociação para o Acordo Coletivo de Trabalho 2011”.


Fonte: Valor Online
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