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Internacional

Petroleiras européias e japonesas são as mais agressivas na licitação da Líbia

11/10/2005 | 00h00

A italiana Eni, o quarto maior grupo de energia da Europa, ganhou o maior número de permissões para explorar petróleo na Líbia, detentora da maior reserva petrolífera da África.

A Exxon Mobil, o maior grupo energético do mundo, foi a única companhia dos Estados Unidos a vender uma licitação na segunda rodada de licitações da Líbia, desde que o óleo foi encontrado em 1959.

A Eni conquistou quatro blocos no domingo, enquanto a japonesa Mitsubishi Oil também conquistou outros quatro blocos com parceiros. A BG Group, do Reino Unido, conquistou outros três blocos sozinha e em associação com outras companhias.

"Isso foi muito competitivo", disse o primeiro ministro líbio, Shoki Ghanem, após a sessão. "Os europeus e japoneses foram mais agressivos dessa vez".

No ano passado, os Estados Unidos começou a relaxar as sanções impostas à Líbia por acusações de terrorismo, anunciando o retorno das companhias norte-americanas ao país.

A Líbia, o oitavo produtor entre os 11 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com reservas de petróleo de 39 bilhões de barris, seeks US$ 30 bilhões para aumentar a produção esta década em 3 milhões de barris por dia, de 1,7 milhão, aproveitando que a demanda por energia elevou os preços a cifras recorde.

As 19 vencedoras na licitação de domingo terão de compartilhar a produção do qualquer campo encontrado com a petroleiras estatal líbia, a National Oil Corp, para a qual eles também pagarão bônus que totalizam US$ 103,4 milhões.

Em troca, as companhias têm o direito de procurar petróleo e gás em uma área de 92.850 km².

Líderes políticos, incluindo o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi e o primeiro ministro Tony Blair, bateram à porta do líder líbio Muammar Cadafi desde que as sanções foram retiradas.

A Líbia escolheu as companhias que ofereceram ficar com as menores porcentagens da produção.

A oferta permite a exploração de óleo e gás em 26 blocos offshore e em terra. Ao final, cerca de 55 companhias fizeram ofertas para 23 blocos, deixando três sem nenhuma oferta. Dois deles na região central de Sirte e um na região leste de Cyrenaica.
 
Os grupos americanos Chevron, Occidental Petroleum e Amerada Hess venceram sozinhos ou com parceiros 11 das 15 áreas oferecidas na primeira rodada de licitações, em janeiro. Nenhuma companhia européia ou japonesa obteve concessões.

Outras companhias que venceram este leilão no domingo incluem as duas maiores exploradoras de petróleo japonesas, Inpex e Japan Petroleum Exploration; sua maior companhia de refino, Nippon Oil, e Teikoku Oil, a maior produtora de gás natural em campos locais.

A estatal Argelina, Sonatrach, a única comapnhia da África a participar, não conquistou concessão.

A Teikoku fez a oferta mais baixa do leilão, oferecendo ficar com apenas 7,5% da produção em dois blocos na área oeste de Ghadames.

O maior sucesso do leilão foi da China National Petroleum, a maior companhia petroleira do país, que vai ficar com 28,5% de toda a produção de um bloco offshore que conquistou.

No primeiro leilão, foram feitas ofertas com taxas entre 10,8% e 38,9% e os bônus de assinatura alcançaram os US$ 133 milhões por uma área que é mais de um terço maior do que a contratada na segunda licitação. "A licitação foi muito mais competitiva dessa vez", disse Gisberto Liverani, gerente de exploração da Eni em Trípoli.

A maior petroleira da Índia, a Oil and Natural Gas, ganhou uma área, assim como a Indian Oil, Oil India e companhia estatal da Indonésia, PT Pertamina.

Entre os vencedores europeus se incluem as norueguesas Statoil e Norsk Hydro, a francesa Total e a Turkish Petroleum, da Turquia.

A OAO Tatneft foi a única das quatro companhias russas em Trípoli a fazer uma oferta de sucesso.

Em 2006 e 2007 a Líbia vai dar concessão em 261 blocos, disse um representante do país no World Petroleum Congress (WPC), em Johanesburgo, na África do Sul.



Fonte: Bloomberg
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