acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Agroenergia

Petroleiras disputam as duas unidades do grupo Clealco em SP

01/06/2011 | 10h46
Motivado por uma reestruturação societária, o tradicional grupo sucroalcooleiro Clealco, de São Paulo, colocou à venda 100% de suas duas usinas de açúcar e álcool. As unidades, localizadas nos municípios paulistas de Clementina e Queiroz, somam capacidade para moer 9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Segundo apurou o Valor, pelo menos dois grandes players disputam os ativos.
 

Um deles é a petroleira francesa Total - que, se concretizar o negócio, fará sua estreia em açúcar e álcool no Brasil. A outra forte pretendente é a Guarani, que vem respaldada por sua parceira, a também petroleira Petrobras, via Petrobras Biocombustíveis. Procuradas, Guarani afirmou não comentar especulações, a Total não retornou até o fechamento da edição e os sócios da Clealco não foram encontrados.
 

A Clealco contratou há cerca de um mês o Itaú BBA para assessorá-la no negócio. Fontes afirmam que as duas companhias de petróleo já entregaram suas propostas e que os valores oferecidos se aproximam de R$ 2,2 bilhões - o que, a grosso modo, equivale a cerca de US$ 150 por tonelada de cana de capacidade instalada. As terras das usinas e a cana, que atende cerca de um terço da demanda das unidades, não entraram na negociação.
 

Uma das plantas industriais, a de Queiroz, tem cogeração de energia com bagaço de cana. Mas, além das duas usinas, a negociação também inclui um projeto de outra unidade, já em andamento, no município de Tupã, distante 50 quilômetros das outras duas usinas. Essa terceira usina ainda não começou a ser construída, mas a área já conta com licenciamento ambiental aprovado. Também entra no pacote mais dois projetos greenfield (construção a partir do zero) no mesmo "cluster" de produção.
 

Com administração familiar, o grupo Clealco tem um bloco de controle que, segundo fontes, passou por discordâncias. Por isso a decisão de se desfazer do negócio.
 

Na safra encerrada em 31 de março de 2010, dado público mais recente da empresa, a Clealco teve receita bruta de R$ 633 milhões, 56,6% a mais do que os R$ 404 milhões realizados no ciclo anterior. A empresa teve um lucro de R$ 26,4 milhões, ante o prejuízo de R$ 50,8 milhões da safra anterior.
 

A dívida total (curto e longo prazos) da empresa com empréstimos e financiamentos somou R$ 416 milhões em 31 de março de 2010, ante os R$ 471 milhões de igual período de 2009.
 

A Clealco deve processar, nas suas duas usinas, 7,6 milhões de toneladas de cana neste ciclo 2011/12. Devem ser destinados 70% do caldo da cana para a produção de açúcar, o que deve redundar em um volume fabricado de 700 mil toneladas da commodity. A produção de etanol deve atingir 146 milhões de litros.


Fonte: Valor Econômico
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar