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Internacional

PetroChina nega interesse na Yukos

27/08/2004 | 00h00

A PetroChina, principal companhia chinesa no do setor de petróleo e gás, disse ontem não estar interessada em ativos que poderão ser colocados à venda pela endividada Yukos, inclusive nos 35% de participação da Yukos na Sibneft.
Chen Geng, chairman da PetroChina, anunciou com ênfase atípica, por ocasião do anúncio de resultados provisórios, que sua companhia não examinou essa opção, mas não deu razões para a falta de interesse no império conturbado do oligarca russo Mikhail Khodorkovsky.
A produção de petróleo bruto da PetroChina cresceu apenas 0,5% nos seis meses até 30 de junho, e a companhia está de olho em oportunidades de expansão no exterior. "Os chineses sabem que não têm nenhuma chance de adquirir ativos petrolíferos na Rússia. Isso simplesmente não seria tolerado pelos russos", disse um analista que pediu anonimato.
Acredita-se que considerações políticas sejam a barreira com que se defrontam as ricas companhias petrolíferas chinesas em suas tentativas de expansão mundial.
Por outro lado, a PetroChina espera que a Yukos honre seu compromisso contratual de vender petróleo bruto para a China, apesar de suas dificuldades financeiras.
A PetroChina registrou um crescimento de lucros maior do que esperado, no primeiro semestre deste ano, com um aumento de 17% em seu lucro líquido, para 45,3 bilhões de yuans (US$ 5,5 bilhões), sobre um faturamento de 179,6 bilhões de yuans.
Os ganhos da PetroChina, decorrentes de um aumento médio de 17% no preço mundial do petróleo bruto, foram limitados, porém, pelo controle estatal sobre o preço da commodity na China, que é inferior ao do mercado mundial. O preço médio do barril de petróleo bruto da PetroChina no primeiro semestre foi US$ 29,76, em comparação com a média Brent de US$ 33,14 por barril. As ações da PetroChina, que caíram 20% neste ano, fecharam sem alteração em HK$ 3,875 dólares de Hong Kong ontem.
Ontem, os promotores da Rússia confiscaram os documentos financeiros dos anos 2003 e 2004 da Yukos, alimentando as preocupações do mercado de que a multa tributária da empresa, atualmente em US$ 3,4 bilhões, poderá aumentar.
Uma autoridade da empresa disse à Reuters que os investigadores teriam levado mais de 50 caixas de documentos.
A Yukos precisa pagar a multa relacionada a impostos de 2000 até segunda-feira. A gigante petrolífera disse não poder efetuar o pagamento, já que está impedida de vender ativos para arrecadar dinheiro e só consegue gerar US$ 1,7 bilhão até o prazo.
Analistas acreditam que a Yukos pode terminar com uma multa total de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões de impostos referentes à 2000-2003. O Estado já ameaçou desmontar a empresa vendendo as principais unidades na Sibéria para cobrir a multa de impostos. O banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein foi contratado para avaliar a Yugansk, principal unidade siberiana da Yukos.



Fonte: Valor Econômico
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