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6ª rodada

Petrobras vai produzir todo o óleo leve hoje importado

19/08/2004 | 00h00

A Petrobras deu início na 6ª rodada de licitações de áreas de exploração da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que se encerrou nesta quarta-feira (18/08), a uma estratégia de eliminação total das importações de óleo leve, que hoje somam cerca de 300 mil barris por dia. Ao arrematar 11 blocos em águas profundas na Bacia do Espírito Santo, próximas ao campo de Golfinho - que começará a produzir a partir de 2006 -, a companhia pretende começar a extrair totalmente no Brasil o óleo com mais de 40º API que hoje é importado.
O gerente executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Francisco Nepomuceno Filho, revelou que a expectativa da companhia é encerrar 2007 com uma produção de óleo leve da ordem de 150 mil barris por dia, o equivalente a metade do que atualmente vem sendo importado. Tal projeção, segundo Nepomuceno, se tornará realidade com a entrada em produção, em 2006, do campo de Golfinho e do vizinho ES-132, prevista para o ano seguinte. Ao adquirir na 6ª rodada novos blocos próximos a esses dois campos, a companhia pretende ampliar a oferta desse tipo de produto.
Responsável pela maior arrecadação de bônus de assinatura de toda história dos leilões da ANP, a 6ª rodada trouxe para os cofres do governo um total de R$ 665,76 milhões, ante a arrecadação de R$ 594,9 milhões da 3ª rodada, ocorrida em 2001 e até então responsável pelo maior volume arrecadado. Ao todo, são esperados investimentos de R$ 2,05 bilhões nos próximos dois a seis anos somente na fase de exploração, segundo os compromissos mínimos assumidos pelas 18 companhias que chegaram a arrematar algum bloco. Ao todo, 24 operadoras foram pré-qualificadas para participar da licitação, ocorrida nos dias 17 e 18 últimos.
Sucesso entre operadores e reguladores, a 6ª rodada também marcou a volta das operadoras estrangeiras a um leilão de blocos e consolidou as novas estratégias definidas pela Petrobras para a área de Exploração e Produção. Além de dar prioridade ao óleo leve, por meio de investimentos pesados nas Bacias do Espírito Santo e Santos, a companhia voltou a investir pesado nos campos maduros das bacias Potiguar (RN), Espírito Santo e Recôncavo (BA).
Ao todo, a maior petroleira da América do Sul, a grande vencedora do leilão, arrematou 107 dos 154 blocos concedidos. Para isso, desembolsou um total de R$ 437 milhões, o equivalente a 65,7% do total arrecadado em bônus de assinatura. A empresa deterá 100% do controle de 55 desses blocos, com o restante dividido com companhias nacionais e estrangeiras. Entre as empresas de fora, destacaram-se a norueguesa Statoil, que arrematou áreas sozinha e com a Petrobras; a canadense Encana; a independente Devon Energy, dos Estados Unidos; e a portuguesa Petrogal.
Confirmada pelo diretor da Área de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, a estratégia da Petrobras consolida as Bacias de Santos e Espírito Santo como os dois grandes mananciais energéticos do país para os próximos anos. A Bacia de Campos, desde a década de 1980 a principal reserva de hidrocarbonetos do país, começou a entrar em declínio neste ano, devido à maturidade de campos como Marlim, um dos principais operados atualmente pela Petrobras.
Diante disso, a opção da empresa foi "cercar" na disputa as áreas localizadas nas proximidades dessas Bacias, principalmente aquelas onde já ocorreram indícios de descobertas ou classificadas como "áreas azuis". Esse blocos foram concedidos pela ANP à Petrobras na chamada rodada zero, ocorrida em 1998, mas tiveram que ser devolvidos entre 2002 e 2003 ao órgão regulador, em função do fim do prazo de arrendamento. O gerente executivo da Área de E&P da Petrobras justificou a recompra dessas áreas com o argumento de que ocorreram descobertas de novas formações geológicas, no último ano, que motivaram a decisão.
Para o diretor-geral da ANP, o embaixador Sebastião do Rego Barros, o leilão foi um sucesso. Sem mencionar a possibilidade de adiamento da 7ª rodada, anunciada no primeiro dia pela secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster, ele disse que espera a realização de uma nova rodada no próximo ano.
Uma coisa, no entanto, o embaixador deixou claro: não será ele o responsável pela próxima rodada, uma vez que seu mandato está previsto para se encerrar em janeiro de 2005, exatamente três anos após ter-se iniciado. Rego Barros disse que seus planos não incluem uma recondução ao cargo, ocupado desde que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve que substituir o primeiro diretor da ANP, David Zylbersztajn.
Rego Barros justificou o que classificou como sucesso ao lembrar que, além de ter sido responsável pela concessão de um total de 39.657 quilômetros de área a ser explorada, a maior extensão dos últimos dois anos, a 6ª rodada confirmou a intenção e a previsão da ANP de atrair um maior número de empresas nacionais independentes.
Além do Synergy Group, pertencente ao empresário German Eframovich do grupo Marítima, se incluem na classificação de independentes nacionais as operadoras Queiroz Galvão, Starfish, PetroRecôncavo, W.Washington, Aurizônia e a Arbi Petróleo, braço petrolífero do banco Arbi, do empresário Daniel Birmann. A participação da Arbi, que arrematou dez blocos no total, inaugurou a participação de instituições financeiras nacionais no setor brasileiro de petróleo.
Em entrevista no segundo dia, o diretor da Arbi Petróleo, Leo Hime, revelou que as dez áreas arrematadas demandarão investimentos de aproximadamente US$ 10 milhões da empresa nos próximos dois anos, levando-se em conta não só o desembolso de recursos para pagamento dos bônus de assinatura, mas também para honrar os compromissos exploratórios acertados com a ANP.
Reaberto para operações comerciais há dois anos, depois de ter que se limitar a operar apenas no mercado de tesouraria (investimentos em títulos e aplicações financeiras) por ordem do Banco Central, o Arbi hoje mantém investimentos nas áreas de petróleo, energia elétrica e siderurgia. Para esta 6ª rodada, a orientação da instituição era não concorrer contra a Aurizônia nos blocos em que as duas disputassem em conjunto. Tal decisão, segundo Hime, não implicou ou envolveu qualquer compromisso societário entre as duas companhias.
Segundo consultores, o fato de apenas uma parcela de 154 dos 913 blocos colocados em licitação ter sido arrematada não representou fracasso. Isso porque a lista de áreas licitadas incluiu blocos em águas rasas e nas chamadas fronteiras geológicas, que apresentam risco exploratório mais alto.
Ao todo, foram concedidos 89 blocos em terra (2.847Km2), dez em águas rasas (1.907Km2) e 55 em águas profundas (34.904 Km2).



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