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Seguro-Apagão

Petrobras vai dar maior ênfase ao gás natural

08/10/2007 | 00h00
A nova diretora de gás e energia da Petrobras, Graça Silva Foster, assume o cargo com a atenção voltada ao abastecimento do mercado energético. A opinião é de especialistas consultados pela Agência Estado, para quem Graça deverá preparar a empresa para atuar como uma espécie de "seguro-apagão" nos anos que antecederão a operação das usinas do Madeira e de Angra 3. Segundo essa visão, o temor de um apagão na virada da década teria motivado a substituição do antigo diretor, Ildo Sauer, crítico do modelo energético atual.

A empresa já se comprometeu com à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)a disponibilizar 6,5 mil megawatts (MW) em energia térmica a partir de 2010, ano considerado crítico por analistas de energia. É consenso no mercado que o Brasil dependerá de muita chuva para passar sem sustos até a entrada dos dois maiores blocos de energia previstos no planejamento para os próximos anos - o projeto Madeira terá potência de 6,6 mil MW e Angra 3 terá 1,3 mil MW.

Até lá, as usinas a gás terão papel semelhante ao das térmicas emergenciais contratadas no período posterior ao racionamento: garantir os reservatórios das hidrelétricas, que produzem energia mais barata, em níveis seguros. Ou seja, serão chamadas a operar quando o volume de água nas barragens cair mais que o previsto. Para cumprir o acordo com a Aneel, porém, a Petrobras terá de dispor de cerca de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, volume equivalente ao comprado hoje da Bolívia.

"A situação é desafiadora", afirma o consultor Marco Tavares, da Gas Energy, para quem o País já passa por um "racionamento branco" de gás natural, em que distribuidoras têm dificuldades em expandir suas vendas por falta de insumo. "A CEG (distribuidora que opera no Estado do Rio) já não está autorizando a abertura de postos de gás natural veicular", diz Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE).

A Petrobras aposta na importação de gás natural liqüefeito (GNL) para gerar energia nos próximos anos. "Mas o mercado de GNL está muito aquecido, com grande demanda dos EUA e Europa. Há restrições para a compra do combustível e os preços são altos", avalia Tavares. Em entrevista concedida na semana passada, Graça disse que a empresa vem intensificando as conversas para garantir o combustível. Os dois primeiros navios regaseificadores, que ficarão instalados no Ceará e no Rio já estão contratados. A Petrobras espera ter 31,1 milhões de metros cúbicos de GNL por dia em 2012.

Fonte: Agência Estado
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