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Plataformas

Petrobras revê licitações para reduzir custos

09/05/2007 | 00h00

As plataformas P-55 e P-57 tiveram seus projetos simplificados e a P-56 será um `clone` da P-51. "Não estamos pedindo cotações mais baixas, estamos solicitando projetos mais simples", explicou José Antônio de Figueiredo, gerente de E&P Sul/Sudeste da Petrobras.

A Petrobras reviu as exigências técnicas das licitações das plataformas P-55, P-56 e P-57 com o objetivo de reduzir o investimento da companhia nestes ativos. A revisão inclui a clonagem do projeto da P-51 para a construção da P-56, o que permitirá que a obra seja mais ágil e menos custosa. A informação foi divulgada por executivos da companhia, nesta quarta-feira (09/05) em evento promovido pela Organização da Indústria do Petróleo (Onip) e Associação Brasileira das Engenharia Industrial (Abemi).

O gerente executivo de E&P do Sul e Sudeste, José Antônio de Figueiredo, garantiu que apesar dos atrasos no cronograma das platataformas P-55 e P-57 em função da revisão das licitações, a curva de produção da companhia se manterá inalterada uma vez que haverá a antecipação da plataforma P-56. A plataforma estava planejada para entrar em operação em 2013 e agora está prevista para operar a partir de 2010.

Jorge Luis Zelada, gerente de E&P e Transporte Marítimo da Petrobras, explica que a antecipação foi possível uma vez que a empresa decidiu por construir a P-56 como uma cópia da P-51. Por este motivo, não haverá o lançamento de uma licitação pública. A petroleira está em negociação com as mesmas empresas que construíram a plataforma matriz para que assumam a construção da cópia. As negociações deverão ser concluídas já no final de junho e o contrato poderá ser assinado ainda em agosto de 2007.

O contrato de construção da P-51 foi assinado com o consórcio Fels Setal/Technip e o valor da embarcação é da ordem de US$ 1 bilhão. A Petrobras não divulgou a expectativa de redução de preços para a P-56, mas aponta o ganho de escala neste projeto como fator de redução de custos.

A revisão dos projetos das plataformas P-55 e P-57 difere do caso da P-56 e resultará em adiamento do início de produção das unidades. A P-55 estava prevista para iniciar a operar em 2011 e só iniciará suas atividades de produção no final de 2012 ou 2013. A P-57, era para 2010 e passou para 2011.

Estas plataformas continuarão a ser projetos originais, mas foram revistos no que se refere a flexibilização de algumas exigências contratuais normalmente feitas pela Petrobras.

"Estamos abrindo mão de algumas diretrizes da companhia e simplificando o projeto para que os custos sejam menores e os fornecedores e epecistas possam também ter contratos satisfatórios", destacou Zelada.

Figueiredo, do E&P Sul e Sudeste, esclareceu, ainda, que a revisão nos projetos tem o objetivo de solicitar uma embarcação que seja intrínsecamente mais barata. "Não estamos pedindo que os fornecedores façam cotações mais baixas, estamos solicitando um projeto mais simplificado, que naturalmente é mais barato", explicou.

Um dos exemplos de simplificação é caso do casoco da P-57: no projeto original a Petrobras pretendia ter um casco novo e no projeto revisto aceita um casco reformado, inclusive com o máximo de aproveitamento de instalações de alojamento. Segundo a estimativa de Figueiredo, o casco convertido é cerca de 20% a 25% mais barato do que um casco novo.

Na licitação anterior, cancelada por preços excessivos, as melhores propostas para a construção das plataformas P-55 e P-57 foram de US$ 1,6 bilhão e US$ 1,8 bilhão respectivamente, ainda sem considerar as unidades de compressão e geração de energia. O conteúdo nacional foi de uma média de 65%, percentual que será mantido nas novas licitações.

Cronograma das novas licitações:

P-57

Edital técnico lançado em 25 de abril
Edital complementar, com cláusulas contratuais em 31 de abril
Propostas devem ser entregues em 26 de setembro
Assinatura dos contratos em janeiro de 2008

P-55 - licitação em duas fases.

O edital do casco será lançado no final de maio, as propostas deverão sem entregues até setembro e assinatura do contrato está prevista para dezembro.

O edital para a construção das unidades de produção só deverá ocorrer em março de 2008.



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