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Gás

Petrobras retoma hoje negociação com vice-presidente da Bolívia

24/08/2006 | 00h00

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, vai hoje cobrar do governo boliviano a retomada das negociações sobre as conseqüências práticas da nacionalização da exploração do petróleo, anunciada em maio. Gabrielli participa do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros brasileiros o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera. Segundo o presidente da Petrobras, os bolivianos suspenderam unilateralmente, em junho, as discussões técnicas.

"O Brasil apresentou propostas e espera respostas", afirmou. "Acho possível encontrar uma solução negociada". Depois que o governo boliviano baixou o decreto que nacionaliza os ativos das petroleiras, Petrobras e YPFB, a estatal boliviana que gere os ativos das petroleiras, concordaram com a formação de um grupo técnico, dividido em quatro comissões, para discutir o futuro das áreas de investimento da estatal brasileira naquele país.

Segundo o presidente da Petrobras, apenas a comissão encarregada de discutir o reajuste de preços do gás natural comprado pelo Brasil tem se reunido. Após quatro encontros desta comissão - que terminaram em impasse - os técnicos dos dois países marcaram para o dia 14 de setembro a próxima rodada de negociações.

Três outras comissões, que discutem como a indenização que cabe à Petrobras pelos 51% de participação em duas refinarias nacionalizadas pela Bolívia, tiveram uma única reunião, em La Paz. "Eles não apareceram (depois de junho)", disse Gabrielli. Ele frisou a importância de retomar as negociações. "Trata-se de um conjunto de assuntos que precisa ser discutido sob critérios técnicos", explicou.

De acordo com o decreto boliviano, as petroleiras terão um prazo de 180 dias para se adaptar às novas regras da exploração de petróleo naquele país. Após este prazo, que termina em novembro, os ativos das empresas petroleiras passarão automaticamente para as mãos do Estado.

O ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Andres Soliz Rada, acusou recentemente a Petrobras de ser a "responsável" pelo atraso na nacionalização boliviana, já que a empresa brasileira não aceita discutir mudanças na fórmula de cálculo do reajuste do gás vendido ao país. A Bolívia conta com os recursos deste reajuste para colocar em funcionamento da YPFB, estatal criada para gerir as petroleiras nacionalizadas.

Gabrielli se encontrou com empresários mineiros para falar do plano de compras da Petrobras até 2011, que deverá somar cerca de US$ 50 bilhões. Segundo o presidente, mais de 40% dos investimentos previstos para o período, de US$ 81,7 bilhões, serão aplicados em melhoria do mix de produtos. O esforço da companhia é para aumentar o refino, o que deverá resultar no aumento das exportações de petróleo leve e derivados.



Fonte: Valor Econômico
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