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Refinaria

Petrobras resiste à pressão de Chávez

15/08/2005 | 00h00

Apesar da intenção venezuelana, refinaria processará óleo brasileiro.

Envolta em uma disputa política que já cruzou a fronteira do país, a nova refinaria que a Petrobras construirá com a estatal Petroleos de Venezuela S.A (PDVSA) só terá o destino conhecido nas próximas duas semanas. Apesar das pressões do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para a instalação da unidade em Pernambuco, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirma que, além de Pernambuco, ainda estão no páreo Rio Grande do Norte, Maranhão, Ceará e Sergipe, do ex-presidente da estatal José Eduardo Dutra. O executivo acrescenta que a refinaria processará petróleo dos dois países, ao contrário do que deseja os venezuelanos.
Segundo Costa, só em 15 dias o grupo conjunto que avalia o projeto concluirá o relatório técnico que respaldará a decisão final do Ministério de Minas e Energia. Elaborado por representantes das duas empresas envolvidas no empreendimento, o documento será que ser aprovado pela diretoria da Petrobras assim que for concluído. O presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, o enviará para o Ministério de Minas e Energia, que deverá submetê-lo, por sua vez, à Presidência da República.
Questionado sobre o impacto da crise sobre o projeto, Costa não quis confirmar, no entanto, se a decisão sobre a localização também levará em conta critérios políticos.
- A única coisa que posso assegurar é que cabe à Petrobras analisar o empreendimento do ponto de vista técnico. E esse é o critério que levaremos em conta - disse.
Outro ponto de divergência entre a PDVSA e a Petrobras diz respeito ao processamento do óleo extraído em território brasileiro. Enquanto a estatal venezuelana pressiona para que a nova unidade seja destinada apenas ao petróleo da Venezuela, a Petrobras faz questão de que a refinaria também processe o insumo produzido no Brasil.
- Quanto a isso já não há mais nenhuma dúvida. A refinaria processará 50% de óleo brasileiro e 50% da Venezuela - afirmou o diretor.
Com relação às ameaças da governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, publicadas na edição da última sexta-feira do JB, o executivo optou por não polemizar. A governadora, que se encontrou com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na última quinta-feira, ameaçou rever todos os incentivos fiscais concedidos às unidades da Petrobras naquele estado. Em território potiguar, a estatal extrai cerca de 110 mil barris de petróleo por dia, o que confere ao estado a condição de segundo maior produtor de petróleo e gás natural do país.
Com relação ao pleito da governadora, que sugeriu a implantação de um Pólo Gás-químico no Rio Grande do Norte para produzir PVC - como compensação a uma eventual perda da refinaria -, Costa disse desconhecer a proposta. Afirmou que a viabilização de um projeto como esse dependeria da constituição de um grupo de trabalho conjunto da Petrobras e do governo potiguar.



Fonte: Jornal do Brasil
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