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Gasodutos

Petrobras quer US$ 1,5 bi a mais para fazer Gasene

14/06/2004 | 00h00
A Petrobras já começou a discutir com os parceiros financeiros do Projeto Malhas a ampliação em US$ 1,5 bilhão do financiamento destinado ao empreendimento, orçado originalmente em US$ 1 bilhão. Empresa criada pela Petrobras especificamente para o projeto, a Transportadora do Nordeste e Sudeste (TNS) atribui a decisão não só à inclusão do Gasoduto do Nordeste (Gasene) ao empreendimento, mas também a mudanças no traçado original do Malhas, com a inclusão do trecho entre os municípios de Pilar (AL) e Mossoró (CE), já batizado de Nordestão 2.
Destinado à ampliação da infra-estrutura brasileira de gasodutos nos próximos anos, o Malhas previa anteriormente a construção, entre outros trechos, do gasoduto Rio-Campinas (SP) e melhorias da Malha Nordeste. Com o Gasene, que ligará os municípios de Cabiúnas (RJ) a Salvador (BA), o projeto prevê a conexão das duas malhas principais do país, a Nordeste e a Sudeste. Na prática, isso permitirá o escoamento da produção de gás importado da Bolívia e produzido nas Bacias de Campos e Santos para os estados do Nordeste, a região com maior deficiência de abastecimento do país, atualmente.
O diretor gerente da TNS, Álvaro Bahia, revelou que, do montante adicional, US$ 1 bilhão serão destinados exclusivamente ao Gasene, enquanto os US$ 500 milhões restantes financiarão a construção do chamado Nordestão 2. Ao modificar o traçado originalmente previsto para a Malha Nordeste, a TNS, segundo Bahia, avaliou que poderia gerar maiores benefícios sociais para a região. Anteriormente, justificou, o traçado do Nordestão 2 previa a instalação do gasoduto ao longo do litoral, a região mais desenvolvida do Nordeste.
Além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o rol de parceiros da Petrobras no projeto Malhas inclui o JBIC (Japan Bank for International Cooperation), uma espécie de eximbank japonês, e um sindicato de bancos liderado pelo Banco Tóquio Mitsubishi (BTM), também do Japão. Essas mesmas instituições, segundo Bahia, ficaram de analisar o pedido da TNS e apresentar uma resposta nas próximas semanas.
Para se ter uma idéia da importância do Gasene para o Nordeste, especialistas lembram que, atualmente, a região dispõe de maior capacidade instalada de usinas termelétricas do que de oferta de gás natural. Na prática, isso significa que a região poderá sofrer novos problemas de desabastecimento energético como o verificado no último verão, quando as térmicas não puderam ser acionadas por falta de gasodutos para escoar o gás. Ao conectar a malha da região com a Sudeste, a expectativa da Petrobras é que isso não ocorra mais.

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