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Reajuste

Petrobras pode ter deixado de ganhar R$ 4 bi

26/11/2004 | 00h00

A Petrobras pode ter deixado de ganhar cerca de R$ 4 bilhões este ano ao manter os preços da gasolina, diesel e GLP defasados em relação ao mercado internacional. Esse é o cálculo do consultor Maurício Martínez, da consultoria IdeaKraft, que estima em R$ 2 bilhões a perda com a venda de diesel por um preço mais barato do que o das importações brasileiras, das quais a Petrobras é responsável pela quase totalidade. A esse valor se somam o R$ 1,4 bilhão que a estatal deixou de ganhar ao vender mais barato o GLP e os R$ 400 milhões de perda na gasolina.
Ao calcular a diferença dos preços da Petrobras na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio, utilizando como referência os preços médios de importação informados no Siscomex, e considerando que a Petrobras responde por mais de 90% do volume transacionado no país, Martínez comprovou, na prática, o que vários analistas já tinham detectado. Os preços ao longo do ano ficaram abaixo não só do mercado americano como também dos que ela própria pagou para importar ou exportar.
O consultor calcula que em setembro - último com dados disponíveis - o diesel vendido da Petrobras tinha defasagem de 15% se comparado com os preços médios de importação do Siscomex, o sistema eletrônico que registra as importações e exportações do país. A essas somas o consultor acrescentou custo de internação de US$ 3 por barril, referentes a frete, internação e tancagem.
Considerando a participação do diesel na receita da área de abastecimento - R$ 2,5 bilhões no último balanço trimestral - Martínez estima que, no GLP, a atual discrepância é de 31% em relação a Mont Belvieu, no Texas (EUA), mercado de referência. O Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE) calcula em 40% a defasagem do GLP residencial e em 33% o a granel.
"A política de preços da Petrobras mostra que ela está criando uma conta-petróleo implícita, que ela enche e esvazia a seu bel prazer", diz Martínez, referindo-se à conta, já extinta, que contabilizava a dívida do Tesouro com a estatal.
Para Adriano Pires, do CBIE, o aumento fará com que os combustíveis não contaminem a meta de inflação de 2005, ajudando também a Petrobras a melhorar o lucro do ano.



Fonte: Valor Econômico
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