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Combustíveis

Petrobras negocia óleo para novo H-Bio

21/06/2006 | 00h00

Os contratos de compra do óleo vegetal que será usado na produção do H-Bio, o novo combustível desenvolvido pela Petrobras, deverão ser feitos a partir de setembro. As compras realizadas até o momento foram em menor quantidade no mercado físico, segundo Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da estatal.
 
A Petrobras deverá iniciar em dezembro a produção em escala comercial desse novo diesel na Refinaria Gabriel Passos (Regap), de Minas Gerais. Com isso, a estatal terá de firmar contratos para fornecimento contínuo do óleo. "Vamos negociar preços e condições de entrega", disse Costa.

Um funcionário da Petrobras informou que a Cargill é a atual fornecedora da matéria-prima para o H-Bio na Regap. Embora a Regap esteja com os testes do H-Bio em estágio avançado, o lançamento oficial da produção do combustível foi feito ontem na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), de Araucária (PR).

A Repar e a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), do Rio Grande do Sul, deverão iniciar a produção em grande escala no primeiro trimestre de 2007. Serão feitos investimentos de US$ 38 milhões nas três refinarias. Em 2008, serão incluídas no processo as unidades de Paulínia (Replan), de São Paulo, e a Duque de Caxias (Reduc), do Rio. As duas refinarias receberão, juntas, aportes de US$ 23 milhões.

O presidente Lula participou ontem do evento de lançamento do combustível e falou do H-Bio como "uma das grandes novidades para o Brasil nesse começo de século". Segundo ele, "a sociedade brasileira levará um tempo até entender o que aconteceu com o H-Bio" e que os riscos dos produtores de grãos serão menores. "Ele vai ter duas alternativas de preços, e isso pode regular o preço mundial".

Tanto Lula como o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, descartam a possibilidade de o país ficar dependente dos produtores de soja, como no caso da cana para o álcool. Lula disse que o H-Bio atinge tanto pequenos como grandes produtores.

Gabrielli explicou que o "processo é interruptível". "Se houver problema no mercado de commodities, pode-se parar a rodução", avisou.

Nas três primeiras refinarias que farão o H-Bio, a Petrobras planeja usar até 256 mil metros cúbicos de óleo vegetal por ano, pouco menos de 10% do total de óleo de soja exportado pelo país.

Quando as três estiverem em operação, a Petrobras poderá reduzir as importações de óleo diesel em 15% (ou cerca de 250 milhões de litros), o que geraria um impacto positivo de US$ 145 milhões na balança de pagamentos. Nessa fase, 1% do diesel vendido no Brasil será H-Bio.

A partir de 2008, com as cinco refinarias já em operação, deverão ser usados cerca de 425 mil metros cúbicos de óleo vegetal, ou 15% do total exportado. Nesse caso, as importações de diesel serão reduzidas em 25%, e 1,5% do diesel consumido no país será H-Bio.



Fonte: Valor Econômico
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