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Internacional

Petrobras nega expansão de atividades no Irã

03/05/2007 | 00h00

O gerente executivo internacional da Petrobras para América, África e Eurásia, Samir Passos Awad, confirmou ontem rumores que já haviam circulado no mercado de que representantes do governo dos Estados Unidos pediram explicações sobre a ampliação da atividade exploratória da estatal no Irã. O executivo informou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ao presidente americano George W. Bush uma eventual estratégia de crescimento naquele país, embora tenha sido taxativo na defesa da soberania nacional em decisões sobre investimentos no exterior.

"Tanto nos encontros do presidente Lula com Bush, quanto nos encontros do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, com representantes do governo americano, houve preocupação sobre quais são as atividades no país, porque é de interesse do Irã divulgar o tempo todo que estamos ampliando nossa participação lá. Isso não é verdade", disse Awad, em entrevista durante a Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, nos EUA.

A estatal vem atuando como prestadora de serviços na perfuração de dois blocos na região de Tusan, no Golfo Pérsico. O contrato de US$ 35 milhões entre a estatal iraniana e a Petrobras prevê que, se houver descobertas, a empresa brasileira poderá discutir participação no negócio. O Irã sofre sanções da ONU, que prevêem restrições de financiamento por empresas estrangeiras para impedir o país que possa desenvolver tecnologia nuclear com esse capital. Segundo o executivo, em todas as vezes em que foi interpelado, o Brasil negou que esteja ampliando a participação de investimentos no Irã, mas "deixou claro que essa é uma decisão soberana da nação".

"Hoje já participam da exploração e produção de petróleo e gás no Irã empresas do porte da Shell, Total e Statoil. Nem por isso essas empresas sofreram algum tipo de constrangimento por atuarem no Irã e não acredito que vamos também passar por algo mais sério", disse.

Equador - Awad disse também que a produção da empresa no Equador voltou a ser normalizada em torno de 20 mil barris por dia esta semana. A produção estava interrompida há mais de um mês por manifestantes de aldeias, buscando uma maior participação nos lucros das empresas que perfuram sua região florestal. A queda afetou a produção mensal da Petrobras em março e abril, já que representa 10% do volume internacional produzido pela estatal. Segundo Awad, a Petrobras tem planos de ampliar sua participação no país e projeta chegar a 100 mil barris por dia até 2010. A companhia apenas aguarda a liberação de licença ambiental para atuar em um bloco marítimo e negocia participação em um segundo campo com a Petroecuador.



Fonte: Agência Estado
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