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Refino

Petrobras libera US$ 400 milhões para primeiras obras na Repar

04/12/2006 | 00h00

A diretoria da Petrobras aprovou a execução dos três primeiros projetos de um conjunto de 19 que serão realizados até 2011 na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A estatal vai destinar US$ 400 milhões para as unidades que começam a ser erguidas ou reformadas a partir do primeiro trimestre de 2007 e entram em operação entre março e dezembro de 2008.

A Repar vai receber uma nova caldeira de vapor e uma unidade de produção de gás propeno, e a atual unidade de destilação de petróleo será ampliada e modernizada. Além de aumentar a capacidade de produção, as obras devem elevar a qualidade dos derivados produzidos no complexo.

A estimativa é que mais de 2 mil empregos sejam criados dentro da refinaria entre o início das obras e o funcionamento desses projetos. “Essas obras vão criar postos de trabalho fora da refinaria, mas ainda estamos fazendo um mapeamento para estimar o número de empregos indiretos”, disse à reportagem o gerente de empreendimentos da Repar, Oscar Tokikawa, na última quinta-feira. Em outras ocasiões, executivos da empresa anunciaram que o conjunto de obras planejadas para Araucária deve gerar 17 mil postos de trabalho temporários nos próximos cinco anos.

O investimento total previsto para a refinaria no Planejamento Estratégico 2006-2011 da companhia é de US$ 2,1 bilhões. Ou seja, US$ 1,7 bilhão será destinado para os outros 16 projetos da Repar, cujo início depende apenas da aprovação da própria Petrobrás. “O IAP [Instituto Ambiental do Paraná] concedeu a licença de instalação para todos os 19 projetos no dia 20 de novembro. Isso significa que o início da construção está permitido”, revelou o gerente. Por enquanto, estão prontas as obras que dependiam apenas da licença prévia do IAP, como tratamento de solo, demolição de antigas edificações e terraplanagem dos terrenos que vão receber as futuras instalações.

As obras devem começar pela nova caldeira, que vai produzir 180 toneladas de vapor por hora e garantir uma “folga operacional” de 25% à Repar. A produção atual de vapor – usado no refino do petróleo – dá uma folga de apenas 5%. Com isso, qualquer parada ou serviço de manutenção na caldeira que já existe exige a interrupção do funcionamento da refinaria. O principal contrato dessa unidade foi assinado no mês passado, e a caldeira já está sendo fabricada, no exterior, pelo consórcio SES Montcalm, formado por uma empresa da Eslováquia e outra brasileira. Outras duas licitações devem ser abertas nos próximos dois meses. A Petrobrás espera iniciar as obras dentro da refinaria até março do ano que vem, com a contratação de 150 a 200 pessoas e término previsto para março de 2008.

A construção da unidade de propeno está prevista para o segundo semestre de 2007, com contratação de pelo menos mil trabalhadores, e o plano é colocá-la em funcionamento até dezembro de 2008. A licitação para escolher a empresa responsável pela engenharia, materiais e construção da obra deve ficar pronta em dois meses. A modernização e ampliação da unidade de destilação de petróleo, por sua vez, deve começar em julho do ano que vem e vai gerar outros mil empregos, no mínimo. Como a destilação é a primeira etapa do refino do petróleo – nela se extraem diesel, gasolina, gás de cozinha (GLP) e nafta –, a obra vai exigir uma parada geral na Repar daqui a dois anos.

O projeto terá duas etapas. Na primeira, que deve começar no início do segundo semestre de 2007 e vai até outubro de 2008, serão fabricados todos os equipamentos que não exigem a interrupção do funcionamento da refinaria. Em seguida, entre outubro e novembro, a Repar ficará parada por cerca de dois meses, para a conclusão da destilaria. “Haverá um apoio logístico, em território nacional, para que outras refinarias possam compensar a parada na produção da Repar e não haja risco de desabastecimento”, assegurou Tokikawa.



Fonte: Gazeta do Povo (PR)
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