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Finanças

Petrobras já ganha com novo rating

26/10/2005 | 00h00

A elevação da classificação de risco da Petrobras para a categoria "grau de investimento", anunciada pela agência Moody`s há pouco mais de dez dias, pode reduzir o custo de captação da empresa entre 0,5 e 1 ponto percentual, de acordo com o diretor financeiro Almir Guilherme Barbassa.

Segundo ele, os títulos da empresa já vêm sendo negociados sem deságio no mercado secundário.O diretor financeiro ressaltou que a Petrobras já vinha, há cerca de cinco meses, renegociando o juro de seus papéis emitidos com taxas flutuantes, como a Libor. "Nesse período, economizamos cerca de US$ 100 milhões", explicou. Hoje, cerca de 50% da dívida da Petrobras é corrigida por taxas flutuantes e os outros 50%, por taxas fixas. A dívida bruta total da empresa é de US$ 21 bilhões (dívida líquida de US$ 13 bilhões a US$ 14 bilhões), sendo 80% externa.

Apesar da redução do custo de captação, a Petrobras não pretende fazer novas emissões no curto prazo porque considera que tem uma boa situação de caixa (cerca de US$ 7 bilhões) e vem obtendo bons resultados na renegociação de seus títulos.

Para o analista Marcelo Mesquita, estrategista-chefe do banco UBS no Brasil, a partir da melhor classificação de risco, faria sentido para a Petrobras acelerar a emissão de novos papéis, com taxas melhores, para substituir os títulos antigos. "Não é preciso aumentar a alavancagem da companhia. Pode-se substituir a dívida", diz Mesquita, que acredita em uma redução de meio ponto percentual no custo de captação com a nova nota dada pela Moody`s. "Um ponto talvez seja exagerado", explica.

A última captação externa da Petrobras ocorreu há pouco mais de um ano. Em setembro de 2004, a empresa emitiu US$ 600 milhões em bônus de dez anos, com um custo de 7,75% ao ano ("spread" de 3,78 pontos percentuais sobre o título do Tesouro americano de mesmo prazo).

Um dos fatores que têm levado a Petrobras a se manter fora do mercado de capitais, apesar da alta liquidez externa, são os bons resultados financeiros propiciados pela elevação dos preços do petróleo, hoje acima dos US$ 60 o barril. No terceiro trimestre, a expectativa do analista do UBS Gustavo Gatass é de que a empresa apresente um lucro de R$ 8 bilhões. Emerson Leite, do CSFB, estima R$ 6,2 bilhões, em comparação com os R$ 4,9 bilhões do segundo trimestre. "A produção aumentou e a elevação dos preços dos derivados no início de setembro já deve ter tido impacto no resultado", explicou.

A Petrobras é hoje uma das poucas empresas no mundo que tem conseguido aumentar sua produção e, paralelamente, elevar suas reservas, de acordo com José Sérgio Gabrielli de Azevedo, presidente da companhia. Segundo ele, a produção deverá superar a demanda do país a partir do início do ano que vem. A auto-suficiência, porém, não significa que o Brasil deixará de importar petróleo porque grande parte da produção da Petrobras é de óleo pesado e a empresa tem necessidade de importar óleo leve para suas refinarias.

Para os próximos quatro anos, a Petrobras tem um ambicioso plano de investimentos, de US$ 56,4 bilhões. Segundo Gabrielli, cerca de 20% desse total será destinado à área de gás, sendo 40% em produção. Uma das maiores apostas é o campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, que deverá começar a produzir em 2008, com capacidade de 12 milhões de metros cúbicos.

Gabrielli diz que, em 2010, a capacidade de produção de gás deverá chegar a 99 milhões de metros cúbicos, mais do que suficiente para atender as termelétricas que, a plena capacidade, consumiriam 46 milhões de metros cúbicos. Ele admitiu, entretanto, que pode haver um problema de "timing" caso a demanda não-térmica continue crescendo muito. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 20% nessa demanda.

Na extração de petróleo, uma das grandes apostas da Petrobras está no Golfo do México, nos Estados Unidos. A companhia tem na região 253 blocos exploratórios e deverá investir US$ 1,5 bilhão até 2010. "Nossa produção no Golfo é hoje de 5 mil barris diários e poderá chegar a 130 mil barris em 2010 ou 2012", explicou o presidente. Ele crê que, desta vez, o ciclo de alta do petróleo poderá ser um pouco mais duradouro porque, apesar dos preços, os investimentos das empresas em nova produção estão mais lentos. A própria Petrobras, em seus projetos de viabilidade, tem trabalhado com cotação do barril a US$ 19 - bem distante do valor no mercado físico. O custo de extração da empresa, que vem subindo nos últimos anos, está próximo de US$ 5 o barril.



Fonte: Valor Econômico
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