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Mercado

Petrobras já admite aumento da gasolina

07/04/2011 | 10h46
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse ontem que o preço da gasolina e demais derivados do petróleo poderá ser reajustado se o preço do petróleo se mantiver no nível atual. "Caso se configure uma determinada estabilização do preço do petróleo no plano internacional, vamos ter de alterar os preços do petróleo no Brasil e, consequentemente, os preços dos derivados", disse.


"Não está claro, no entanto, se o atual patamar de preços será mantido", complementou Gabrielli, após participar de reunião com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.


Em Brasília, no início da noite, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou enfaticamente que não está prevista uma alta no preço da gasolina no Brasil. Ao ser questionado se estava preocupado com a inflação e com o aumento do preço desse combustível, Mantega respondeu: "Não estou preocupado porque não tem alta da gasolina. Não há alta da gasolina e não está prevista uma alta da gasolina no País", disse Mantega.


Gabrielli destacou que, apesar da pressão das cotações internacionais do petróleo, a gasolina pura da Petrobrás (gasolina A) tem preços inalterados desde maio de 2009, em torno de R$ 1 o litro. "Já a gasolina que chega ao consumidor tem outro preço, pois envolve o distribuidor, o álcool e os impostos estaduais."


No fim do mês passado, a Petrobrás anunciou a decisão de importar cerca de 1,5 milhão de barris de gasolina para atender à demanda doméstica. Esse volume começará a ser oferecido aos consumidores brasileiros a partir da segunda quinzena deste mês, informou Gabrielli.


"Se a demanda continuar crescendo, já estamos no limite da capacidade de produção e precisaremos importar." Isso poderá não ocorrer caso o preço do etanol caia nas próximas semanas e o consumidor volte a ampliar as compras de etanol.


A possibilidade de elevação do preço da gasolina está atrelada a uma análise a ser feita pela estatal acerca da demanda doméstica pelo combustível - que depende, por sua vez, do ambiente de negócios do etanol. Segundo Gabrielli, é preciso aguardar para ver a trajetória dos preços do etanol e, consequentemente, a demanda pelo combustível.


Encontro. Gabrielli esteve ontem em São Paulo para reunir-se com o governador Geraldo Alckmin. Durante a reunião, diversos pontos foram abordados, entre eles a preocupação da Petrobrás com a demora para a obtenção de licenças ambientais.


Gabrielli e Alckmin também conversaram sobre o interesse de indústrias em se instalarem na região por onde passa o gasoduto Caraguatatuba-Taubaté, cuja operação terá início até o fim do mês. Apesar do aumento da oferta de gás natural do Campo de Mexilhão, Gabrielli destacou que a equação entre oferta e demanda na região também precisa ter como base a obrigatoriedade de fornecimento do insumo às térmicas em operação.


Segundo Alckmin, também foram abordados outros temas, como a ampliação da hidrovia Tietê-Paraná; o alcoolduto que ligará o interior do País ao litoral do Estado; a duplicação da Rodovia dos Tamoios; e a nova sede da Petrobrás em Santos.


Alta à vista


JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI
PRESIDENTE DA PETROBRAS


"Caso se configure uma estabilização internacional do petróleo, vamos ter de alterar os preços do petróleo no Brasil"


Fonte: Estadão
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