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Empresas

Petrobras investe US$ 224,7 bilhões até o ano de 2015

19/12/2011 | 15h29
A Petrobras vai destinar 57% dos US$ 224,7 bilhões (R$ 389 milhões) previstos para investimentos até 2015 em exploração e produção. No total, serão US$ 127,5 bilhões. Mais de 45% desses recursos estão destinados ao pré-sal, que até 2020 poderá responder por 40% da produção nacional de petróleo para atender a uma demanda que em dez anos deve chegar a 3,3 milhões de barris por dia.

O Plano de Negócios previa inicialmente para 2011 um orçamento de investimento de R$ 84,7 bilhões. Em novembro, a previsão foi reduzida para R$ 76,4 bilhões - o mesmo patamar de 2010. Para 2012, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, diz que o orçamento de investimento da Petrobras no país é de R$ 77,9 bilhões. No exterior, os investimentos previstos para a estatal somam R$ 9 bilhões.

A distribuição dos recursos reserva 65% para o desenvolvimento da produção, 18% para exploração e 17% para infraestrutura. Animados pelos resultados do primeiro poço a produzir em escala comercial no pré-sal do Campo de Lula, na Bacia de Santos, que já é o mais produtivo da companhia, técnicos da Petrobras analisam a possibilidade de perfuração de dez poços exploratórios e a entrada em produção da primeira Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência (em inglês Floating Production Storage and Offloading), em Franco 1, com capacidade de produção de 150 mil barris diários, em 2015.

Refino, transporte e comercialização ficam em segundo lugar na carteira de investimentos da Petrobras com 31%. São US$ 70,6 bilhões alocados para projetos capazes de reduzir alguns gargalos de infraestrutura. As refinarias de Pernambuco, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte vão acrescentar quase 1,2 milhão de barris por dia ao parque nacional de refino, que hoje processa 1,9 milhão de barris diários, e devem gerar cerca de 400 mil empregos diretos e indiretos.

Dois complexos petroquímicos vão fornecer a matéria-prima que a indústria nacional hoje importa. Há projetos para a construção de navios para o transporte do aumento da produção de petróleo e de implantação de um alcoolduto para intensificar a mudança de matriz energética do país.

"Esta logística toda visa à produção de petróleo e melhorias operacionais do mercado brasileiro de etanol", diz o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. "O objetivo é a integração logística para atender o aumento da demanda".

A construção das quatro novas refinarias vai consumir US$ 45 bilhões. A Refinaria do Nordeste, em Pernambuco, que vai processar 230 mil barris por dia e deve entrar em operação em 2013, está com metade das obras executadas. A terraplanagem da Refinaria Premium I, do Maranhão, com capacidade para processar 600 mil barris por dia e previsão de entrar em operação em 2016, está quase 50% pronta. A Premium II, no Ceará, que vai refinar 300 mil barris por dia, ainda espera liberação de um terreno pelo governo do Estado. As obras de modernização da Refinaria Potiguar Clara Camarão também começaram e estão orçadas em US$ 215 milhões.

A Petrobras investe ainda recursos em dois complexos petroquímicos. O Complexo Petroquímico de Suape, no município pernambucano de Ipojuca, vai integrar três unidades industriais: uma para a produção de ácido tereftálico (PTA), outra para produzir polímeros e filamentos de poliéster e uma terceira que fabricará resina para embalagens PET. Os investimentos são de R$ 4,94 bilhões. O complexo faz parte da carteira de projetos estratégicos da Petrobras e integra o Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC).

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) tem investimentos previstos de US$ 8,4 bilhões, mas vai gerar uma economia para o país de mais de US$ 2 bilhões por ano com a redução da importação de derivados como nafta e produtos petroquímicos. A previsão é que o polo, formado por duas refinarias e uma petroquímica com previsão de entrar em operação em 2013, gere 200 mil empregos - além de movimentar a economia do município de Itaboraí e de parte do sul fluminense.

Parte dos recursos de investimento está reservada aos dois programas de construção de 88 navios para atender o aumento da produção de petróleo. O Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef I e II) prevê 49 embarcações. Outras 39 estão previstas para o programa da Empresa Brasileira de Navios.

Cerca de US$ 400 milhões serão investidos num projeto pioneiro de logística. Trata-se da Unidade Offshore de Transferência e Estocagem (UOTE) que ficará estacionada a 80 quilômetros da costa para receber a carga de petróleo dos navios de coleta e abastecer os petroleiros convencionais que levarão a produção até as refinarias ou para o mercado externo. "Estamos avaliando ainda a possibilidade de implantar projetos de tancagem e transferência em terra", diz Costa.

Outro grande projeto de logística é o da implantação do Sistema Integrado de Etanol. O etanolduto de 850 quilômetros vai ligar 45 municípios das regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Refinaria de Paulínia. Os investimentos chegam a mais de R$ 5 bilhões.


Fonte: Valor Econômico
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