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Farol da Barra

Petrobras inicia testes com biodiesel B5 na Bahia

10/04/2007 | 00h00

Em conjunto com o governo da Bahia, Ford, Universidade Salvador (UNIFACS) e demais parceiros - Siemens VDO, MWM International, TI Automotive, Mahle e Michelin -, o projeto prevê que seis veículos Ford Ranger rodem 100 mil km no período de nove meses pelo estado da Bahia. Serão utilizados dois tipos de biodiesel provenientes de diferentes oleaginosas, um a partir da semente de mamona e o outro a partir da soja. 

Dois veículos testarão o biodiesel produzido a partir da mamona, dois utilizarão biodiesel de soja e outros dois óleo diesel comum. Com isso, ao final dos testes, será avaliado o desempenho, além da emissão de poluentes e do desgaste de cada um destes motores em comparação aos com diesel convencional.
 A qualidade dos combustíveis utilizados será monitorada ao longo dos testes por meio de ensaios laboratoriais e com o auxílio de um equipamento portátil, cujo banco de dados para o biodiesel foi desenvolvido pelo CENPES. Com este aparelho é possível medir o percentual de biodiesel presente na mistura e, assim, assegurar a qualidade dos produtos testados.

Trata-se do primeiro equipamento deste tipo utilizado no Brasil com esta finalidade. Atualmente, a Petrobras comercializa, em 4 mil postos de sua rede, o Biodiesel B2, óleo diesel com 2% de biodiesel. Este percentual será obrigatório a partir de 2008, com uma demanda anual prevista de 800 milhões de litros de biodiesel. Nesse mesmo ano a companhia pretende lançar o B5,  antecipando-se, mais uma vez, a lei que estipula este percentual para 2013. O mercado potencial para atender a demanda de B5, em 2013, será de aproximadamente 2 bilhões de litros de biodiesel no país.
 Em linha com seu Plano de Negócios 2007-2011, que conta com investimentos de US$ 700 milhões em energias renováveis, essa iniciativa da Petrobras ajudará a diminuir a dependência do diesel importado, contribuindo para a criação de novas tecnologias usadas nos testes, além de incentivar a geração de emprego e renda para o agronegócio.       
Em maio de 2006 a Petrobras inaugurou duas unidades experimentais de produção de biodiesel, em Guamaré, no Rio Grande do Norte. A diferença entre as duas unidades está na tecnologia e na capacidade de produção de biodiesel. Uma utiliza tecnologia convencional e fabrica biodiesel a partir de óleos vegetais. Esta unidade pode produzir diariamente até 600 litros de biodiesel e será ampliada, em breve, para 20 mil litros/dia. A outra, com tecnologia desenvolvida pela Petrobras, produz biodiesel diretamente dos grãos das oleaginosas e utiliza etanol como reagente. Esta já pode atingir a produção de 5.000 litros de biodiesel por dia.

Nas duas unidades, a Petrobras prioriza o desenvolvimento da tecnologia nacional para a produção de biodiesel a partir de óleo de mamona puro ou em mistura com outros óleos. Ambos os processos geram como subproduto, a glicerina, que possui muitas aplicações industriais. Até o momento, estão sendo cultivados 3.000 hectares de mamona e 10 mil hectares de girassol. A produção de oleaginosas para essas duas unidades gera emprego e renda para, aproximadamente, 2.500 famílias de agricultores.

Usinas de Produção Industrial de Biodiesel da Petrobras A Petrobras também desenvolve seus três primeiros projetos de produção industrial de biodiesel em Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá (CE). As unidades têm como objetivo atender a demanda da Petrobras Distribuidora (BR) no Nordeste.

O biodiesel será produzido a partir de vários óleos vegetais e gordura animal. Cada usina terá capacidade para produzir até 57 milhões de litros anualmente. O investimento total nas três unidades é de, aproximadamente, R$227 milhões e o início da operação está previsto para o final de 2007.

O suprimento de matéria-prima para a produção de biodiesel será priorizado pela Petrobras a partir da agricultura familiar, pelo menos na quantidade necessária para a obtenção do Selo Combustível Social. O Selo, concedido pelo Governo Federal, garante ao produtor de biodiesel direito a benefícios de políticas públicas específicas, voltadas para estimular a inclusão social de agricultores familiares na cadeia produtiva de biodiesel.

Dessa forma a Petrobras contribuirá  para o fortalecimento dos agricultores e suas cooperativas, estimulando o aumento da produtividade de mamona, algodão, dendê e, futuramente, outras oleaginosas como o girassol, o amendoim e o pinhão manso. Para tanto, já iniciamos as negociações com organizações locais e nacionais representativas da agricultura familiar. Cerca de 70 mil famílias de agricultores poderão ter emprego e renda por meio destas três unidades.

A Petrobras ainda analisa diversos projetos em outras regiões do Brasil para garantir que, em 2011, a empresa esteja produzindo 855 milhões de litros de biodiesel por ano. Os projetos em análise serão realizados em parceria com diferentes investidores, desde grandes grupos econômicos a cooperativas de trabalhadores rurais.



Fonte: Notícias Petrobras
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