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TI

Petrobras gasta US$ 260 milhões em gestão

06/01/2005 | 00h00

Nos últimos anos, virou lugar comum dizer que os fornecedores de software de gestão empresarial, como SAP e Oracle, haviam esgotado a capacidade de vender para grandes companhias. O ano de 2004, porém, não só mostrou que ainda há espaço para projetos milionários - caso da Petrobras -, como voltou a animar as consultorias, que prevêem um novo ciclo de vendas neste ano.
O contrato da Petrobras é um dos maiores já fechados pela alemã SAP na América Latina. Todos os números do acordo, que também envolveu a consultoria BearingPoint, são superlativos. A Petrobras investiu US$ 260 milhões para instalar o programa em todas as suas unidades - o equivalente a 25 mil usuários. Iniciado no ano 2000, o projeto foi concluído em outubro de 2004 e envolveu 700 pessoas em suas etapas críticas.
"Ainda estamos medindo os reflexos do sistema em nossas operações, mas a expectativa é obter benefícios equivalentes a US$ 450 milhões em cinco anos", diz José Carlos da Fonseca, responsável pelo projeto na Petrobras.
Desde que a implantação foi concluída, a Petrobras já obteve melhorias na área tributária e nos processos de compra, entre outras atividades, diz Fonseca. Para este ano, a empresa não prevê novas implantações de grande porte, mas até o fim do trimestre vai instalar os módulos de folha de pagamento e controle de freqüência, os únicos que restam. Além disso, será montado um novo centro de suporte ao sistema, para manutenção e atendimento aos usuários.
O projeto da Petrobras concentra-se na primeira onda dos softwares de gestão, que incluem programas para contas a pagar e a receber, gerência de materiais, faturamento etc. O movimento deste ano, porém, deve ser estimulado pela geração tecnológica seguinte: a de softwares de business intelligence (BI) e de CRM (customer relationship management), que ajudam na tomada de decisões.
O caso do laboratório Boehringer Ingelheim é exemplar. No ano passado, os três projetos de TI mais importantes foram os de CRM, e-procurement (compras on-line) e de gestão empresarial, conta Rubens Nascimento Pinto, diretor de informática da empresa. Os dois primeiros foram totalmente implantados. O de gestão, que envolveu a atualização dos sistemas, será concluído em março. O próximo passo será BI. "É um dos projetos para este ano", diz Pinto.
A disputa entre os fornecedores promete ser sangrenta. Gigantes como SAP e Oracle, que fornecem softwares de gestão, consideram BI e CRM extensões do que já fazem e vão lutar para fornecer as novas funções a quem já é cliente. Elas enfrentarão, porém, a concorrência de companhias menores, mas cujo trunfo é a especialização. É o caso da Business Objects e da Cognos, em BI, e da Siebel, em CRM.
Na SAP, as projeções são positivas. "Encerramos o ano com receita entre 20% e 25% superior à de 2003. Neste ano, a previsão é crescermos 20%", diz José Ruy Antunes, presidente da SAP no país. "Fechamos um contrato com a Votorantim em 2004, que deve se refletir no mercado de serviços este ano", afirma o executivo.



Fonte: Valor Econômico
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