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Infra-estrutura

Petrobras faz acordos de US$ 3 bi para gasodutos

05/05/2005 | 00h00

 A Petrobras acertou com bancos e empresas chinesas e japonesas parcerias para um complexo programa de construção de redes de gasodutos no país que ultrapassam US$ 3 bilhões em investimentos e em mais de 3 mil quilômetros de malhas de dutos.
Na semana passada, a Petrobras fechou com a chinesa Sinopec a construção do Gasoduto Norte-Sul (Gasene), que levará o gás natural da Bacia de Santos para o Nordeste. O financiamento foi acertado com o Eximbank da China. O gasoduto, estimado em US$ 1,5 bilhão, terá 1.500 km de extensão.
A Confab, do grupo Tenaris, deverá fornecer os tubos. A empresa anunciou, no início da noite de ontem, que recebeu uma carta de intenção de compra da Sinopec, num contrato avaliado em US$ 463 milhões para o fornecimento de 1.293 km de tubos. Segundo Marcelo Barreiro, diretor de relações com investidores da Confab, as entregas devem ocorrer entre agosto deste ano e julho de 2006.
Já os japoneses serão sócios da Petrobras em outro programa de construção de gasodutos no Sudeste e Nordeste, o "Projeto Malhas", também orçado em US$ 1,5 bilhão, que prevê a ampliação de cerca de 1.200 km de gasodutos no país, primeira etapa de um projeto global de expansão. Para viabilizar o projeto foram construídas as empresas Transportadora Nordeste-Sudeste (TNS), a Nova Transportadora do Nordeste (NTN) e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), tendo as duas últimas como controladoras as japonesas Mitsui (40%), a Itochu (30%) e a Mitsubishi (30%). Essas empresas serão responsáveis pela captação de recursos financeiros e investimentos necessários para a construção dos gasodutos. A TNS, NTN e NTS, juntamente com a Transpetro, subsidiária da Petrobras, formam um consórcio, sendo a Transpetro responsável pelas atividades de transporte, operação, inspeção e manutenção de todos os gasodutos.
A construção do Gasene chegou a gerar um mal-estar diplomático entre Brasil, China e Japão. O Japan Bank for International Cooperation (JBIC) aceitou financiar a obra, mas depois desistiu. O governo brasileiro então iniciou as negociações com o Eximbank da China. Os chineses não só aceitaram financiar o Gasene, como também teriam estendido o prazo de pagamento de 12 para 15 anos, também reduzindo os juros cobrados.
Ao tomar conhecimento do início das negociações entre a Petrobras e os chineses, a direção do JBIC teria voltado atrás na decisão, oferecendo as mesmas condições para o empréstimo, provocando irritação dos chineses.



Fonte: Valor Econômico
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