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Mineração

Petrobras estuda edital da silvinita

16/11/2005 | 00h00

Estimadas em mais de US$ 130 bilhões pela CPRM (Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais), as reservas minerais de silvinita dos municípios de Nova Olinda do Norte (distante à 138 Km de Manaus ) e Itacoatiara (à 170 Km de Manaus) serão objetos de estudos preliminares pela Petrobras.

Até o término deste mês, a empresa produtora de petróleo espera concluir as normas do edital de licitação internacional, que deverá ser publicado ainda neste ano.

De acordo com o superintendente da CRPM, Daniel Borges Nava, o Brasil importa 90% do potássio consumido. Entretanto, a perspectiva do especialista é que as jazidas poderiam abastecer o mercado interno, já que o seu tamanho estimado é de 1 bilhão de toneladas. Desse modo, o país poderia sair da condição de importador para a de auto-sustentado.

O superintendente considerou ainda que, antes mesmo da fase exploratória propriamente dita, os benefícios econômicos e sociais abrangerão os dois municípios, inclusive o de Maués. "A expectativa é que a partir da etapa de análise realizada pela empresa vencedora, que deve ficar pronta em até dois anos, haja a geração de empregos e a movimentação da economia dos municípios de Itacoatiara, Nova Olinda do Norte e Maués, localizado nas proximidades das reservas", projetou Nava.

A silvinita é um minério do qual se extrai o cloreto de potássio, utilizado como fertilizante. Fazendo uma análise do potencial das reservas, o especialista avaliou que a de Nova Olinda do Norte, situada na área conhecida como `Fazendinha`, a quantidade presente é menor, porém indica teores melhores de potássio. Já em Itacoatiara, na região do Lago do Arari, a situação é inversa, pelo fato de a quantidade de silvinita ser maior e apresentar teores menores. "Retirada em níveis de profundidade que variam entre 800 metros e 1000 metros, a silvinita têm em média 30% de minério bruto", acrescentou o geólogo do CPRM.

Descobertas pela Petrobras na década de 80, as jazidas do Estado do Amazonas são consideradas as maiores do país.

O anúncio do processo de licitação internacional foi feito pelo Departamento de Novos Negócios da Petrobras, por intermédio do secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, durante o Movimento Pró-Silvinita.

A audiência ocorrida em Itacoatiara, na última sexta-feira, foi organizada pela Comissão de Mineração, Óleo e Gás da Assembléia Legislativa do Estado, presidida pelo deputado Sinésio Campos (PT), que também solicitou uma nova audiência pública com o Ministério de Minas e Energia, que deverá ser em Manaus ou em Brasília, para discutir o licenciamento ambiental, atualização dos estudos de viabilidade econômica do empreendimento, fornecimento de energia, que deverá vir do linhão de Tucuruí, além de uma política de implantação de indústrias de transformação (beneficiamento) mineral na linha de fertilizantes e cloroquímicos.

Na opinião de Daniel Nava, há um grande interesse das mineradoras de ganhar o processo licitatório. Prova disso é que o diretor de novos negócios da Companhia Vale do Rio Doce, Paulo Amorim, estava presente no evento. Embora o concurso seja de competência da Petrobras, Nava lembrou que o Ministério de Minas e Energia estará participando de cada uma das etapas, "visto que a exploração mineral é parte dos negócios estratégicos do Brasil", enfatizou.



Fonte: Jornal do Commercio
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