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Parceria

Petrobras entra no setor de solventes à base de álcool

08/01/2007 | 00h00

Desde o dia 1º deste mês a Petrobras está operando uma parceria inédita para a distribuição de solventes feitos à base de etanol, ou solventes verdes. A estatal comprou a carteira de clientes da brasileira Cloroetil Solventes Acéticos SA por cinco anos. O objetivo é ampliar a sociedade com expansão de produção posterior.

Com a parceria, a Petrobras prepara terreno para entrar no setor de embalagens para alimentos feitos com solventes à base de álcool. Os solventes são usados tradicionalmente em tintas, vernizes, adesivos e embalagens.

"A parceria abre portas para a Petrobras atuar fortemente no setor de embalagens, por exemplo, já que em tintas, vernizes e adesivos ela já opera com força", disse o gerente financeiro da Cloroetil, Marcos Freitas.

O setor de embalagens, um dos mais lucrativos da indústria mundial de sintéticos, é o que mais demanda solventes atóxicos à base de álcool. De acordo com Freitas, o solvente oxigenado (não-tóxico) chega para concorrer com o solvente feito à partir de tolueno. Este último é uma fração da nafta petroquímica, derivada do petróleo e principal matéria-prima das centrais petroquímicas brasileiras.

A Cloroetil é a segunda maior fabricante de solventes oxigenados (não vindos do petróleo). A primeira é a francesa Rhodia, que juntamente com a Cloroetil possui 95% do mercado de solventes oxigenados no Brasil. Há também uma pequena importação do produto, além de empresas de menor porte que atuam em menos de 5% deste mercado no País de forma pulverizada.

A Petrobras adquiriu, por um valor não divulgado, o direito de distribuição de três famílias de solventes da Cloroetil (acetato de atila, de izoamila e de butila). Na carteira de clientes adquirida estão empresas como a San Chemical, uma das maiores fabricante de tintas do mundo, além das maiores fabricantes de embalagens do País como a Zaraplast, a Peeqflex e a Siegwerk (ex-Dixie Toga). Essas companhias fornecem para importantes indústrias de alimentos brasileiras como Nestlé e Bauducco.

Para a Cloroetil, o negócio é vantajoso. A Petrobras passa a comprar toda a produção da empresa e revendê-la com sua marca, via BR Distribuidora.

O faturamento anual da Petrobras com a distribuição dos produtos deve ser inicialmente de R$ 60 milhões, média de faturamento da Cloroetil.

A empresa de solventes tem um projeto para a ampliação em 50 mil toneladas da capacidade anual de produção, de 218 mil toneladas de solventes, em sua unidade de Mogi Mirim (SP). O projeto também prevê a aquisição de uma nova tecnologia vinda da Inglaterra e que poderá reduzir custos em até 20%, segundo a empresa.

O plano de expansão foi postergado, mas há possibilidade de ser realizado juntamente com a Petrobras. "Com a parceria podemos desenhar uma nova expansão com uma sócia de peso", afirmou Freitas.

A empresa também prevê o início de exportações de seu solvente verde. "Principalmente para o Japão, que hoje tem uma demanda enorme por este tipo de produto atóxico", completou o executivo.

Segundo ele, a empresa deve trabalhar juntamente com técnicos da estatal no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) para desenvolver produtos de uso específicos e de maior valor agregado.

Fonte: Gazeta Mercantil



Fonte: Gazeta Mercantil
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