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Gás Natural

Petrobras e YPFB fecham nova rodada de negociação sobre reajuste de preço

27/07/2006 | 00h00

A Petrobras e a Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB) encerram nesta quinta-feira (27/07), no Rio, a nova rodada de negociações sobre o preço do gás importado pelo Brasil. A reunião, que começou ontem, é a terceira e se segue a outras realizadas em La Paz e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

As discussões sobre preço não incluem as condições de venda das duas refinarias controladas pela estatal brasileira na Bolívia, que têm prazo mais longo. Fontes ouvidas pelo Valor não esperam que se chegue a um resultado nessa fase das negociações. No entendimento da Petrobras, não há expectativa de aceitar o pedido de aumento de preço. Mas antes da resposta formal, a estatal entende que é preciso seguir o ritual previsto no contrato. De preferência, longe das atenções da mídia.

"Negociação se conduz em uma mesa de reuniões e não através de jornais", disse um executivo da empresa para explicar o estilo "low profile" com que o tema vem sendo tratado no Brasil, ao contrário da forma espalhafatosa como o assunto costuma ser tratado por autoridades bolivianas que sempre tentam politizar o tema.

A Bolívia quer aumentar o preço do gás dos atuais US$ 4,3 (o mais caro) para até US$ 8 o milhão de BTU (medida britânica que mede o poder calorífico do gás). Mas a Petrobras não quer revisar o mecanismo que calcula os reajustes de preço previsto no Acordo de Suprimento de Gás (GSA na sigla em inglês).

A Argentina aceitou pagar US$ 5 pelos 7 milhões de metros cúbicos que importa mas esse aumento será repassado integralmente para o Chile por meio de um aumento do imposto sobre exportações de gás. O Chile tem contrato de compra de gás argentino que não vinha sendo honrado devido ao aumento do consumo interno acompanhado de queda da produção.

O GSA tem uma cláusula prevendo que, após a notificação oficial sobre qualquer intenção de reajuste, as partes têm 45 dias para negociar. Ao final desse prazo, a parte insatisfeita pode recorrer a um tribunal de arbitragem em Nova York. Como a Bolívia já notificou oficialmente o Brasil, o prazo para ela decidir pela arbitragem vence no dia 15 de agosto, segundo informou uma fonte da Petrobras.

O contrato também estipula que as revisões trimestrais no preço baseadas na variação de três tipos de óleos combustíveis, amortecidas pelo reajuste imediatamente anterior, o que reduz os impactos para cima ou para baixo, de eventuais aumentos ou quedas.

O preço do petróleo fechou em leve alta ontem. Em Nova York, os contratos com entrega em setembro avançaram 19 centavos de dólar, para US$ 73,94 por barril, após o pico da sessão a 74,80 dólares por barril. Em Londres, o tipo Brent, também com vencimento em setembro, ganhou 72 centavos de dólar, a US$ 74 por barril. A forte demanda nos Estados Unidos e a queda na produção devido a problemas em refinarias causaram o recuo dos estoques americanos.



Fonte: Valor Econômico
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