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Gás natural

Petrobras e YPFB ampliam prazo de negociação

11/12/2006 | 00h00

O diretor de gás e energia da Petrobras, Ildo Sauer, informou que a Petrobras volta a estudar a possibilidade de aumentar a importação de gás natural da Bolívia para o Brasil. Segundo ele, a superação das questões políticas permite que a operacionalidade da integração volte a ser discutida.

No entanto, a questão do preço do gás importado por meio do contrato de GSA, de compra e venda de gás, entre Petrobras e YPFB continua a ser discutido. As empresas fizeram mais um acordo de ampliação do prazo de 120 dias, no entanto o diretor informou que a discussão foi ampliada e não apenas o preço do gás é tema de debate entre as empresas.

Por outro lado, o executivo informou que não é moeda de troca a manutenção do preço, como quer a Petrobras, por mais investimentos feitos pela petroleira brasileira na Bolívia.

Ainda assim, Sauer informou informou que não há limite de escopo para o estudo realizado entre técnicos da Petrobras e da YPFB sobre o aumento da capacidade de transporte do Gasbol.

Recentemente, os campo de San Alberto, operado pela Petrobras na Bolívia alcançou sua produção máxima histórica, de 12,5 milhões de m³ e 10,2 mil barris de condensado.

Entre possibilidades está a ampliação do volume em 4 milhões de m³ diários de gás transportado pelo Gasbol, por meio da instalação de compressores, e o transporte de um gás natural com maior poder calorífico, obtivo através de alterações na composição química do gás enviado da Bolívia para o Brasil acrescentando-lhe maior concentração de metano e propano.

Durante o Seminário sobre a Cooperação Energética nas Américas, promovida pelo Centro Brasileirao de Relações Internacionais, Sauer voltou a defender a viabilidade do gasoduto partindo da Venezuela até a Argentina. Segundo ele, a interligação segue o exemplo das linhas de gasodutos que partem da Sibéria e do norte da África até a Europa. O projeto entretanto é considerado de longa maturação e a possibilidade de interligação só é vislumbrada para 2015. O diretor também considera a possibilidade do transporte de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Venezuela.

Para o secretário de Energia, Indústria Naval e do Petróleo, Wagner Victer, o projeto do Gasoducto del Sul (Venezuela-Argentina) é completamente "irresponsável em termos ambientais, de economicidade e integração".

Victer voltou a comentar que a interligação do Brasil e Argentina com a Venezuela, obrigaria a Bolívia a ligar-se o sistema de Camisea, no Peru, e passar a exportar o gás para a costa oeste dos Estados Unidos, a Califórnia, onde o consumo é maior do que o do mercado brasileiro.

Sobre a regulação do setor, Sauer comentou que a idéia de criação de uma entidade nos moldes do Operador Nacional do Sistema (ONS) no setor elétrico para o setor de gás natural não tem viabilidade técnica. "Não vejo sentido, a Petrobras é monopolista na atividade", disse.



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