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Petroquímica

Petrobras e Braskem terão fábrica de PTA em Camaçari

06/03/2006 | 00h00

A Braskem (grupo Odebrecht) negocia com a Petrobras parceria para construir em Camaçari, na Bahia, uma grande unidade de ácido tereftálico purificado (PTA), com capacidade para produzir até 500 mil toneladas por ano. O PTA é matéria-prima para a fabricação polietileno tereftalato (o PET, usado, por exemplo, para produção das garrafas de refrigerante) e de fios de poliéster. O investimento inicialmente previsto é de US$ 350 milhões. No mês passado, a Petrobras oficializou participação em outra fábrica de PET, em Pernambuco, em parceria com o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G) e com a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste (Citene).

"Nós fomos procurados pela Braskem que tem a intenção de ampliar sua produção de PET na Bahia. Nós analisamos e consideramos que é uma alternativa interessante", disse Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento e responsável pela área petroquímica da Petrobras. Segundo ele, as duas unidades não poderão entrar simultaneamente em produção, para evitar problemas de mercado. Costa ressaltou que, pelo cronograma da Petrobras, a fábrica de Pernambuco começaria a operar primeiro. O prazo de construção da unidade pernambucana é de 36 meses.

O vice-presidente de relações institucionais da Braskem, Alexandrino Alencar, disse que a idéia da empresa é fazer uma fábrica "de porte mundial", capaz de atender a expansão da sua produção de PET, de suprir a demanda interna e de gerar um excedente exportável. Atualmente, a Braskem produz em Camaçari 80 mil toneladas anuais de PET a partir de outra resina petroquímica, o DMT. Alencar disse também que o projeto não tem ainda prazo fechado, mas é para entrar em operação antes de 2011.

Pelo desenho societário já encaminhado à Bovespa, a Petroquisa, subsidiária integral da Petrobras, terá 40% da fábrica de PTA de Pernambuco. A M&G e a Citene (associação das empresas Vicunha Têxtil, FIT e Polyenka) terão cada uma 30% do capital da empresa ainda em fase de criação. A unidade está orçada em US$ 490 milhões e terá capacidade para produzir até 550 mil toneladas anuais de PET.

Já a fábrica baiana ainda não tem formato societário definido. No ano passado, a Braskem e a Petrobras se associaram na base de 60% e 40%, respectivamente, para construir uma unidade de polipropileno em Paulínia (SP). Além disso, as duas empresas estão em fase final de estudos para definir o aumento da participação da estatal na Braskem dos atuais 10% para 30%. A Petrobras ofereceu em troca 15,6% do capital que possui na Copesul, o controle da Petroquímica Triunfo (RS) e os seus 40% no projeto de Paulínia. A definição deve ocorrer até o próximo dia 31.

A produção de PTA depende do fornecimento de outro insumo, o paraxileno (PX), primeiro elo na cadeia do PET e do poliéster. A Braskem já produz na Bahia 200 mil toneladas anuais de PX, mas essa produção é muito pequena para o tamanho dos dois projetos de PTA em andamento.

Inicialmente, a Petrobras definiu que ela mesma construiria uma nova fábrica de paraxileno na Bahia, mas esse plano foi abandonado à medida que avançaram os estudos para a construção, no Rio de Janeiro, da unidade petroquímica básica (UPB), uma refinaria petroquímica com capacidade para processar 145 mil barris diários de petróleo pesado a partir de 2010 ou 2011.

O diretor de abastecimento da Petrobras disse que os estudos mostraram que o melhor caminho seria fazer a produção de paraxileno na nova refinaria do Rio, ainda que possa ser necessário importar o produto para abastecer a unidade de PTA de Pernambuco, primeira a entrar em operação, segundo o cronograma da estatal.



Fonte: Valor Econômico
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