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Preços

Petrobras diz que não importará volatilidade

31/08/2004 | 00h00

O diretor financeiro da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, reafirmou ontem que a companhia não vai "importar a volatilidade do mercado à vista americano para o Brasil", em referência ao preço da gasolina e do diesel vendidos no país, que não estão acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional, conforme cálculos feitos por diversos analistas de bancos e de consultorias independentes. "Vamos amortecer as flutuações do mercado internacional para garantir a manutenção do nosso espaço no mercado brasileiro. Se você aumenta preços, você perde volume de vendas", afirmou o executivo, que participou ontem de um almoço-palestra na Câmara Americana de Comércio do Rio.
Segundo Gabrielli, para quem não há "descolamento de preços", a discussão sobre defasagem da gasolina e do diesel vendidos no Brasil em relação ao mercado internacional é "equivocada" por estar comparando "banana com laranja". Segundo ele, não é possível comparar um mercado como o dos Estados Unidos, e citou as razões.
"O mercado brasileiro não reage igual ao americano, em que existem várias companhias relativamente pequenas. Aqui há apenas um grande produtor. Ou seja, do ponto de vista teórico, o mercado americano é `price maker` e o Brasil é `price taker`. E a Petrobras não perde dinheiro porque o custo dela não é o custo americano. Nós administramos nossas variações de estoques e nosso conjunto de operações de forma a minimizar nossa potencial perda. É uma questão de gestão", frisou o executivo.
O diretor da Petrobras lembrou que não há qualquer intenção política por trás da política de formação de preços da companhia, ao contrário do que apontam vários analistas, que vêm na decisão da estatal a mão do governo que estaria preocupado com a influência de um aumento dos preços dos combustíveis sobre a inflação, o que também geraria um desgaste para o PT em época de eleições.
Ele voltou a frisar, como fez durante a divulgação do balanço do segundo trimestre, que o maior impacto sobre os resultados dizem respeito à taxa de câmbio, e não ao preço da gasolina e diesel. Isso porque ambos são apenas dois de um conjunto de aproximadamente 200 produtos comercializados pela Petrobras, que desde junho estão sendo comercializados tendo como base um preço médio de realização de US$ 37 para o barril de petróleo.
Confrontado com o fato de o lucro da Petrobras no semestre ter ficado 16,7% abaixo do mesmo período de 2003 (o lucro foi de R$ 7,80 bilhões contra R$ 9,37 bilhões no ano passado) no momento em que o preço do petróleo atinge o maior preços dos últimos 21 anos, ele insistiu que o resultado foi mais afetado pelo câmbio. "Enquanto os preços do petróleo se elevaram em dólar eles não se elevaram em euro e em yen. Isso porque houve desvalorização do dólar em relação ao yen e ao euro", disse o diretor. Entretanto, o resultado de algumas empresas européias demonstram o contrário: o lucro da BP, de US$ 8,6 bilhões, aumentou 20% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Já o lucro da italiana Eni, de 3,42 bilhões de euros no primeiro semestre, foi 10,8% maior. Aos executivos de empresas estrangeiras, o diretor da Petrobras informou que o objetivo da estatal é reduzir em US$ 142 milhões as importações da companhia. O objetivo é fechar 2004 com gastos de US$ 200 milhões.



Fonte: Valor Econômico
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