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EBN

Petrobras divulga balanço do Programa Empresas Brasileiras de Navegação

02/03/2011 | 14h36
A Petrobras apresentou hoje (2) o balanço do Programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN). O programa é parte de um conjunto de iniciativas para reduzir a dependência do mercado externo de fretes marítimos, estimulando a construção naval no Brasil e gerando empregos e trata do afretamento, pelo período de 15 anos, de navios a serem construídos por empresas brasileiras em estaleiros estabelecidos no Brasil. Também é exigido que o registro da embarcação seja feito sob bandeira brasileira durante toda a duração do contrato.
 
 
A iniciativa foi criada após estudos sobre as necessidades de transporte marítimo da Petrobras para o período de 2010-2020, em consonância com o Planejamento Estratégico da companhia. As conclusões do estudo indicaram a necessidade de um novo programa, dessa vez que combinasse a construção de navios em estaleiros nacionais, com sua respectiva oferta para afretamento por empresas brasileiras de navegação, fortalecendo assim a indústria nacional e dando continuidade à renovação da frota controlada da Área de Abastecimento da Petrobras.
 

Na primeira fase do programa (EBN1), foram contratados 19 navios. O processo foi concluído em maio de 2010 e contou com a participação de cerca de 40 empresas, tendo sido apresentadas mais de 30 propostas comerciais. A previsão de entrega dos navios dessa primeira fase é entre 2012 e 2014. 
 

"Queremos incentivar o surgimento de uma comunidade de empresas nacionais de navegação para fazer o transporte de óleo e gás com segurança e eficiência", disse o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ele adiantou ainda que já estão sendo construídos dois navios Bunker no estaleiro da empresa Delima.
 
 
Em 2010, após o desenvolvimento bem-sucedido da primeira fase e tendo como objetivo diminuir a dependência do mercado internacional no atendimento ao transporte de cabotagem, considerando-se a crescente demanda de navios para a esse tipo de transporte, a Petrobras lançou a segunda fase do programa (EBN2), prevendo a contratação de mais 20 navios, nos mesmos moldes da etapa anterior. 
 

Esta segunda fase, que encontra-se em fase final de contratação, participaram 38 empresas, tendo sido apresentadas mais de 30 propostas. A expectativa é que as embarcações comecem a ser entregues entre 2013 e 2017. Segundo Paulo Roberto Costa, o conteúdo local nesses projetos ficará em 50%, mais que progressivamente poderá chegar a até 70%.
 
 
Estima-se que o programa irá contribuir para gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos, durante a construção, e mais de dois mil empregos permanentes ao longo da vida útil dos navios. 
 

O EBN contou com o apoio da Antaq, Marinha, Fundo de Marinha Mercante (FMM), Syndarma e Sinaval. No evento estavam presentes o gerente-geral de Transporte Marítimo de Abastecimento, Rogério Figueiró, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e o gerente-executivo de Logística de Abastecimento, Eduardo Autran.


Fonte: Redação
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