acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Refino

Petrobras deverá ser majoritária na refinaria de PE

30/08/2006 | 00h00

A Petrobras será a operadora e deverá ser a acionista majoritária da refinaria de óleos pesados, com capacidade para processar 200 mil barris por dia, que será construída no distrito industrial do Porto de Suape, em Pernambuco. A estatal brasileira negocia uma parceria societária com a também estatal venezuelana PDVSA, mas deve manter uma posição majoritária.

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, explicou que o desenho da parceria deverá ser definido até o final deste ano. Mas o executivo acredita que, na condição de operadora, a Petrobras terá a maior fatia do capital.

Por enquanto, o único aspecto da parceria que está acertado é quanto ao petróleo que será refinado na nova unidade. Ficou acertado que o petróleo a ser refinado sairá de campos brasileiros e venezuelanos, 100 mil barris diários de cada. De acordo com o diretor da estatal, o petróleo venezuelano virá das áreas que as duas empresas estão desenvolvendo em conjunto na faixa do rio Orinoco. A refinaria está projetada para iniciar a operação a partir de 2012.

No início deste mês, a Petrobras assinou com o governo de Pernambuco contrato pelo qual foi cedida à estatal uma área de terreno correspondente a três quartos da área a ser ocupada pela refinaria.

Segundo Roberto Costa, o governo pernambucano está agora negociando o restante do terreno, hoje ainda ocupado por uma usina de açúcar, a Usina Salgado. O executivo não espera nenhum problema e nem atraso no cronograma por conta dessa faixa de terreno que ainda precisa ser incorporada.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) venceu concorrência e será a responsável pela elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da nova refinaria. Costa disse não esperar maiores problemas para a obtenção da licença ambiental para a obra, uma vez que o Porto de Suape e seu entorno já foram concebidos com objetivo de serem um distrito industrial.

Pelo contrato assinado com a universidade pernambucana, a conclusão do EIA deverá ocorrer nos primeiros dias de abril de 2007. A refinaria de Suape está orçada em US$ 2,5 bilhões.

Segundo Roberto Costa, como o projeto conceitual da refinaria estará pronto ainda este ano, se na área ambiental não acontecer nenhum imprevisto, a terraplanagem da área e as colocações das primeiro encomendas de equipamentos deverão acontecer no segundo semestre do próximo ano. A refinaria de Suape será a segunda de grande porte do Nordeste.

Atualmente, a Petrobras tem na região apenas a Refinaria Landulfo Alves (Relam), em Mataripe, na Bahia, com capacidade de processamento de 323 mil barris de óleo por dia, e a pequena unidade de asfalto e lubrificantes de Fortaleza, no Ceará, que processa 6 mil barris/dia.

A refinaria com a PDVSA é um dos dois grandes projetos que a Petrobras está desenvolvendo em Pernambuco. O outro, dividido em duas unidades, é a construção de um complexo para produzir ácido tereftálico purificado (PTA) e fios de poliéster, em parceria com a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste (Citene). A italiana Mossi & Ghisolfi (M&G), que produz poliéster e vai produzir garrafas PET em Pernambuco, usando o PTA como matéria-prima, também negocia entrar no projeto.

Além da unidade de Suape, a Petrobras projeta construir no Brasil, até 2014, uma grande refinaria, capaz de processar 500 mil barris de óleo por dia. Outra unidade, para 150 mil barris, será construída no Rio de Janeiro, mas esta é uma unidade destinada a gerar mais produtos petroquímicos do que combustíveis. A refinaria de 500 mil barris será especializada em produzir combustíveis de maior valor agregado, ou seja, considerados top de linha, como a gasolina "premium", especial para veículos de alta performance.

Embora a unidade não tenha localização definida, Roberto Costa adiantou que ela será instalada em área litorânea, uma vez que metade da sua produção deverá ser destinada ao mercado externo. O diretor disse que a Petrobras já incluiu a unidade no seu plano estratégico, mas informou também que a localização só será conhecida por volta de 2010.



Fonte: Valor Econômico
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar