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Venezuela

Petrobras desiste de parceria em gasoduto

21/11/2007 | 00h00
A desistência da Petrobras do campo de Mariscal Sucre, na Venezuela, congelou a participação do Brasil no Gasoduto do Sul, megaprojeto do presidente Hugo Chávez. Uma das razões que incentivavam a estatal brasileira a investir no gasoduto de 5 mil quilômetros era justamente o escoamento da parcela de gás natural que exploraria no campo venezuelano - cerca de 18 milhões de metros cúbicos por dia, 60% das importações da Bolívia.

Os problemas da Petrobras com a Petroleos de Venezuela (PDVSA) não terminaram em Mariscal Sucre. As empresas também não conseguiram até agora encontrar uma equivalência acionária nos projetos que prevêem tocar juntas nos dois países, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o campo gigante de petróleo de Carabobo, na Venezuela.

"O Gasoduto do Sul ficou congelado; por enquanto não tem participação da Petrobras neste projeto", afirmou o gerente-executivo da área Internacional da companhia, Samir Awad, em entrevista à Gazeta Mercantil. A saída da Petrobras do Gasoduto do Sul deverá ser oficializada em dezembro, após reunião na Venezuela entre diretores das duas empresas.

O executivo, entretanto, não dá como enterrado o gasoduto de Chávez. Primeiro porque a PDVSA pode levantar investimentos junto a outros parceiros. Também porque a estatal venezuelana poderá tentar atrair a Petrobras de volta, com a resolução dos impasses que a afastaram do projeto. "O projeto agora está adormecido, mas pode não estar daqui a seis meses. No mundo dos negócios, nada é definitivo", disse Awad. Sem falar na questão política: o presidente Lula e Hugo Chávez conversam diretamente sobre o assunto.

A indefinição sobre o preço do gás para firmar contratos de longo prazo foi uma das razões do rompimento da Petrobras com a PDVSA em Mariscal Sucre, conforme anunciado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em Roma, na semana passada.

A Venezuela anunciou no final do mês passado que o gás de Mariscal Sucre será usado no abastecimento interno. A Petrobras queria exportar o gás. Destinar o produto ao mercado doméstico signi-fica, na Venezuela, vendê-lo mais barato - o mesmo que acontece com os derivados de petróleo no Brasil, espantando investidores privados de investimentos em refino.

A Petrobras não é a primeira empresa a decidir se retirar de Mariscal Sucre. A Royal Dutch Shell Plc e a Mitsubishi Corp. planejaram desenvolver o campo. A PDVSA disse que a petrolífera estatal do Catar estava próxima de assumir uma participação de 9% no projeto em 2003. A Exxon Mobil Corp. tinha uma participação de 29% em Mariscal Sucre até 2002.


Fonte: Gazeta Mercantil
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