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Mercado

Petrobras descarta aumento de combustível no curto prazo

28/06/2005 | 00h00

O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afastou nesta segunda-feira a possibilidade de elevação do preço dos combustíveis em decorrência dos sucessivos recordes do petróleo no mercado internacional, embora o especialista Adriano Pires considere defasados os valores praticados pela estatal.
O barril de petróleo para entrega em agosto fechou em 60,54 dólares nesta segunda-feira em Nova York, depois de ter chegado ao recorde de 60,95 dólares durante o dia. O tipo Brent encerrou a 59,23 dólares em Londres, tendo atingido novo recorde de 59,59 dólares o barril ao longo do dia.
Apesar desse movimento de alta, o diretor da Petrobras acredita que a cotação possa baixar, o que não justificaria uma revisão dos preços internos no curto prazo. "Não vamos mexer em nada, mantemos uma visão de longo prazo", afirmou a jornalistas após evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Comentando a variedade de estimativas da cotação do petróleo --tanto de alta para 100 dólares o barril, quanto de queda para 40 dólares--, Costa avalia que ela possa ceder para entre 50 e 55 dólares. "Nesse patamar (50 a 55 dólares), não tem motivo para fazer correção de preços", afirmou.
Apesar das declarações do executivo da estatal, os recordes do petróleo são um dos motivos para a valorização das ações da Petrobras, segundo analistas. As ações preferenciais tiveram alta de 4,04 por cento nesta segunda-feira, enquanto o índice Bovespa subiu 1,24 por cento.
Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e presidente do Centro-Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Adriano Pires, os preços praticados pela estatal brasileira estão defasados --a gasolina está custando 5 por cento menos que os valores no Golfo do México e o diesel, 15 por cento abaixo. Os demais combustíveis são reajustados por contrato quinzenalmente.
A defasagem só não é maior, segundo Pires, por causa da valorização do real em relação ao dólar. Quanto à cotação do petróleo, o especialista acredita que o preço médio do Brent fique 10 por cento maior em média este ano, entre 43 e 44 dólares o barril, em relação a 2004.
Fatores estruturais e conjunturais têm colaborado para a elevação da commodity, segundo ele. Além do risco de desabastecimento, porque a oferta está superando em apenas um por cento a demanda mundial, a capacidade de refino também está perto do limite, entre 93 e 97 por cento, de acordo com Pires.
Conjunturalmente, ele apontou como fator de abatimento do preço do petróleo a eventual desaceleração das economias da China e dos Estados Unidos no segundo semestre. Por outro lado, alertou que a falta de óleo para aquecimento no inverno no Hemisfério Norte pode empurrar o preço para cima.



Fonte: Reuters
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