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Gás natural

Petrobras decide adquirir 40% do capital da Gasmig

23/07/2004 | 00h00

A Petrobras vai ficar com 40% do capital da Gasmig, empresa de comercialização de gás controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A informação foi antecipada ontem pelo presidente do conselho de administração da companhia, Wilson Brumer.
Uma lei estadual permite que seja vendido até 49% do capital da empresa de gás, mantendo o controle acionário nas mãos da Cemig. Mas, de acordo com Brumer, a Petrobras não poderá neste momento atingir o teto de 49% de participação na Gasmig - como era a intenção - por causa da existência de pequenos acionistas como a prefeitura de Belo Horizonte, com cerca de 5% das ações. "Será preciso uma negociação com esses acionistas", explicou o executivo.
É o dinheiro da Petrobras, em forma de aumento de capital, que financiará projetos de expansão da rede da Gasmig no Estado de Minas. Brumer não revelou os valores que serão pagos pela estatal de petróleo. A avaliação dos ativos da Gasmig foi feita por dois bancos distintos, o Unibanco contratado pela Cemig e o Banco do Brasil, pela Petrobras.
O presidente do conselho de administração da Cemig afirmou ontem que as negociações técnicas entre Cemig e Petrobras já estão concluídas. A modelagem da venda será apresentada na próxima reunião do conselho de administração, no próximo dia 28. A expectativa é de o contrato esteja assinado já no mês de agosto.
A empresa mineira de gás possui hoje 250 quilômetros de rede na região metropolitana de Belo Horizonte, em Juiz de Fora e Barbacena. O plano de expansão prevê investimentos da ordem de US$ 500 milhões, até 2010, para levar a rede a três regiões do Estado: sul de Minas, Vale do Aço e Triângulo Mineiro. Neste ano, a empresa pretende investir R$ 80 milhões.
Segundo Brumer, a possibilidade de a nova Gasmig, com a Petrobras como acionista, vir a negociar ações em bolsa não está descartada. "Mas não será agora", declarou. A empresa mineira de gás fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 4,3 milhões.
Recentemente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade ) concluiu que os contratos celebrados entre a Petrobras e os governos estaduais restringem a concorrência e sugeriu uma revisão geral das regras no setor para acabar com a exclusividade na distribuição de gás natural nos Estados. O órgão antitruste criticou dois casos onde a Petrobras já detém participação acionária - Goiásgas (GO) e Gasmar (MA) -, em modelos semelhantes ao que terá em Minas com a compra das ações da Gasmig.



Fonte: Valor Econômico
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