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Combustíveis

Petrobras de olho no mercado do álcool

20/06/2005 | 00h00

Empresa vai em busca de alternativas à produção de petróleo

De olho no mercado potencial do uso do álcool combustível, principalmente adicionado à gasolina, em vários países do mundo - como China e Japão - a Petrobras já começou a se preparar: a companhia quer se tornar a maior exportadora de álcool no país em pouco tempo. O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, revelou que, com esse objetivo, a companhia já está avaliando possíveis clientes como Venezuela, Japão e China.
Ao mesmo tempo, por acreditar na viabilidade desses negócios, a Petrobras já tem pronto um plano que prevê investimentos da ordem de US$ 320 milhões, a maior parte até 2007, para estabelecer no País uma das maiores logísticas de exportação de álcool.
Pelos planos da Petrobras, dentro de dois anos ela terá uma infra-estrutura logística com capacidade para exportar, pelo Porto do Rio de Janeiro, nada menos que 4 bilhões de litros de álcool por ano, chegando a 8 bilhões de litros por ano entre 2010 e 2011. No ano passado, os produtores exportaram um total de 2,5 bilhões de litros de álcool. Mas a maior parte não era para fins automotivos.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, explicou que a decisão de se tornar exportadora de álcool se deve ao fato de a empresa ter como meta se transformar em uma companhia de energia, sem se limitar à produção de petróleo.
"Temos infra-estrutura no País e no exterior. Ao mesmo tempo, diversas empresas falaram que estão interessadas em comprar álcool da Petrobras", explicou Costa, ressaltando que a empresa não vai entrar na produção.
Em julho a Petrobras começa a exportar álcool para a Venezuela. Inicialmente serão duas cargas de 25 milhões de litros cada. O diretor disse que outras estão sendo negociadas.
Costa lembrou que se o Japão, por exemplo, vier a misturar 3% de álcool na gasolina, como em estudo hoje, vai demandar um volume igual ao exportado pelo Brasil em 2004 (de 2,5 bilhões de litros). Na China, nove províncias já têm autorização para adicionar 10% de álcool à gasolina.

Empresa agora analisa a questão logística

O projeto da Petrobras para criar no País uma infra-estrutura logística, e com isto estimular as exportações de álcool, tem como ponto de concentração e distribuição a refinaria de Paulínia, em São Paulo. Já o Porto do Rio de Janeiro será a área de escoamento para o exterior.
Faz parte dos planos da estatal unir forças com outra gigante: a Companhia Vale do Rio Doce. A idéia é usar as ferrovias da Vale próximas às regiões produtoras de álcool como Ribeirão Preto, Triângulo Mineiro e Goiás.
Marcelino Gomes, diretor de Dutos e Terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobras, explicou que o projeto da estatal prevê cinco etapas, nas quais serão investidos US$ 320 milhões. As duas primeiras dotarão o país, já em 2007, de uma capacidade de exportação de 4 bilhões de litros de álcool por ano.
"Trinta anos depois de ter iniciado seu programa do álcool, o Brasil tem tudo em tecnologia e logística para se tornar um grande exportador para mercados da América do Sul, da China e do Japão", afirmou Gomes.
A primeira fase do projeto da Petrobras já está sendo implementada: fazer com que o duto chamado Osrio, que hoje transporta diversos combustíveis como gasolina e diesel, volte a ser um transportador de álcool, como era originalmente. O Osrio sai da Refinaria de Paulínia, em São Paulo, e transporta combustível até o Rio. Na segunda fase do projeto, a companhia vai construir um duto ligando Taubaté a Paulínia com 190 quilômetros de extensão, de onde o álcool seguirá para o Rio pelo Osrio.
"Vamos dotar o País de um verdadeiro corredor exportador de álcool", destacou.
Na etapa seguinte, a Petrobras pretende construir outro duto para levar álcool de Sertãozinho, região próxima a Ribeirão Preto, até Paulínia, percorrendo um total de 200 quilômetros. Posteriormente, a companhia pretende construir um terminal para receber o álcool em Conchas, no Oeste de São Paulo, transportado pela hidrovia do Tietê. Por este caminho será levado o álcool produzido no Paraná e na Região Centro-Oeste.
A última etapa do projeto será a construção de um duto para transportar álcool de Guamaré até o Terminal de São Sebastião, ambos em São Paulo. Assim será possível exportar álcool tanto pelo Porto do Rio como por São Sebastião, em São Paulo.



Fonte: O Estado do Paraná
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