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Gás Natural

Petrobras cria a Tag para unificar transporte de gás

01/09/2006 | 00h00

A Petrobras vai incorporar todas as suas transportadoras de gás em uma só companhia, que se chamará Transportadora Associada de Gás (Tag). Gradualmente, a Tag vai absorver sete transportadoras nas quais a estatal tem participação acionária relevante, controle acionário ou 100% das ações, hoje detidas pela Gaspetro, assim como os novos projetos. A nova empresa nasce com ativos de R$ 4 bilhões, faturamento anual de R$ 1,7 bilhão, e capacidade de transportar diariamente 50 milhões de metros cúbicos de gás por dia em seus 7.756 quilômetros de gasodutos.

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, disse que o objetivo dessa reestruturação organizacional é melhorar a gestão das empresas e torná-las mais eficientes, o que trará ganhos financeiros, comerciais e operacionais. Os cálculos são de que a criação da Tag permitirá uma economia de US$ 1 bilhão se trazidos a valor presente a redução dos custos estimados para os próximos 20 anos.

"O objetivo não era criar uma holding mas uma empresa que atuasse em todas as frentes. Mas como não faz sentido ter redundância na operação e manutenção das instalações, vamos colocar o sistema funcionando e integrado, mantendo a operação e a manutenção com a Transpetro", explica o novo diretor de Projetos da Tag, Celso Luiz de Souza.

Segundo ele, o centro de operações das transportadoras será unificado e a Tag terá acesso às informações para monitorar e atender o mercado. No futuro, a empresa assumirá toda a operação.

Para conduzir as mudanças, a Petrobras vai utilizar a estrutura da Transportadora Amazonense de Gás, que terá seu objeto social modificado. A nova companhia irá absorver primeiro a Transportadora Capixaba de Gás (TCG), a Transportadora do Nordeste e Sudeste S/A (TNS) porque as duas são 100% da Petrobras. Essa fase será concluída em outubro.

Souza explica que o processo de absorção envolverá questões complexas e será gradual. Exemplo disso são os 33 contratos firmados pela TNS, empresa criada em 2003 que herdou toda a malha de gasodutos existente no país, incluindo as obras do projeto Malhas.

Em seguida serão absorvidas as empresas onde a Petrobras tem participação societária junto com sócios privados, brasileiros e estrangeiros. São elas a Transportadora Nortebrasileira de Gás (TNG), a Transportadora do Meio Norte (TMN), e a Transportadora Sul Brasileira (TSB). Também fazem parte desse grupo a Transportadora Brasileira do Gasoduto (TBG), que opera o trecho brasileiro do gasoduto Bolívia Brasil, e sua "gêmea" GTB, que opera o trecho boliviano com os mesmos sócios e participações diferentes.

Ildo Sauer frisou que a integração total da TBG pela Tag vai acontecer mais à frente "se os sócios permitirem". A TBG tem seu próprio centro de operações, que não é operado pela Transpetro. A Petrobras tem 51% da TBG, sendo ainda sócias a Shell Gás, Transredes, Prisma Energy (que herdou os ativos da Enron), e a BBPP Holdings, que por sua vez é da BG, El Paso e Total.

As outras transportadoras que serão integradas à Tag são empresas de propósito específico para financiar os grandes projetos. É o caso da Gasene SA, da Transportadora Urucu-Manaus (TUM), Nova Transportadora do Nordeste (NTN) e a Nova Transportadora do Sudeste, sendo essas últimas veículos para financiar o projeto Malhas.

Com a criação da Tag serão extintos 40 cargos de direção e conselheiros. Atualmente, as transportadoras têm, juntas, 21 conselheiros, 22 suplentes, cinco diretores superintendentes, quatro diretores financeiros e sete diretores operacionais. Apesar de a maioria dos executivos não receber remuneração adicional, essa estrutura será substituída - a exceção é a TBG - por cinco diretores que vão responder diretamente à diretoria da Petrobras.

O projeto já foi foi aprovado pela diretoria da estatal e apresentado informalmente à diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na sexta-feira passada. A Tag será presidida por Antônio Sérgio de Cajueiro Costa, diretor comercial da TBG, e o diretor de financeiro será Pedro Romano Júnior, que veio da Petrobras Colômbia.



Fonte: Valor Econômico
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