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Tupi

Petrobras comemora primeiro óleo produzido pelo FPSO Cidade de Angra dos Reis

28/10/2010 | 15h04
Petrobras comemora primeiro óleo produzido pelo FPSO Cidade de Angra dos Reis
Petrobras comemora primeiro óleo produzido pelo FPSO Cidade de Angra ... Petrobras comemora primeiro óleo produzido pelo FPSO Cidade de Angra ...
A Petrobras comemora nesta quinta-feira (28), com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a entrada em operação do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis, primeiro sistema definitivo de produção instalado na área de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos. A nova plataforma está conectada, inicialmente, ao poço RJS-660, que será testado tecnicamente até a Declaração de Comercialidade (DC) da jazida, prevista para o final de dezembro, quando estará concluída, também, a sua interligação a outros poços produtores e a área de Tupi entrará na fase de desenvolvimento da produção. Além do presidente da República, participarão da cerimônia o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, diretores da companhia e outras autoridades.
 
 
 
Primeira unidade programada para produzir em escala comercial no pré-sal da Bacia de Santos, o Cidade de Angra dos Reis é uma plataforma do tipo FPSO (na sigla em inglês, unidade flutuante que produz, armazena e exporta óleo e gás). A unidade produzirá óleo leve de alto valor comercial e dará início ao sistema de produção definitivo de Tupi, que coletará informações técnicas fundamentais para o desenvolvimento das grandes acumulações de petróleo descobertas nos últimos anos naquela bacia sedimentar. A área de Tupi é operada pela Petrobras (65%) em parceria com as empresas BG Group (25%) e Galp Energia (10%).
 
 
 
O FPSO Cidade de Angra dos Reis está instalado em área próxima ao FPSO Cidade de São Vicente, que faz o Teste de Longa Duração de Tupi (TLD) desde maio do ano passado, e que já produziu cerca de sete milhões de barris de petróleo. O sistema-piloto, que iniciará atividades após a Declaração de Comercialidade, complementará os dados técnicos colhidos pelo TLD com informações críticas sobre o reservatório e a produção, indispensáveis à concepção das futuras unidades que irão operar no pré-sal. Ele contribuirá, também, para o aprimoramento dos projetos de construção de poços e dos sistemas submarinos de coleta da produção, assim como para a avaliação do desempenho de diferentes métodos de recuperação (extração de petróleo) do reservatório.
 
 
 
Declaração de Comercialidade
 
 
 
Com a conclusão do TLD e da perfuração de outros poços exploratórios, a Petrobras encaminhará à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o Relatório Final de Avaliação da área de Tupi, junto com a Declaração de Comercialidade da jazida.
 
 
 
Até o momento já foram perfurados nove poços, naquela acumulação, com resultados excelentes para a empresa. O nono poço exploratório, concluído na semana passada, confirma o alto potencial de óleo leve e gás natural recuperável daquela jazida, estimado pela empresa entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente. Esse poço comprovou, também, que a acumulação de petróleo não só se estende até o extremo sul da área do Plano de Avaliação, como, também, que a espessura do reservatório com óleo chega a cerca de 128 metros, o que reduz as incertezas das estimativas de volume de hidrocarbonetos da área. Até o final de dezembro ainda serão perfurados dois novos poços.
 
 
 
Características técnicas
 
 
 
O FPSO Cidade de Angra dos Reis, afretado da empresa Modec, está ancorado em profundidade de água de 2.149 metros e tem capacidade para produzir, por dia, até 100 mil barris de óleo e processar até cinco milhões de metros cúbicos de gás. No pico de produção, seis poços produtores de petróleo, um poço injetor de gás, um injetor de água e outro capaz de injetar água e gás alternadamente estarão conectados ao navio.
 
 
O óleo produzido será escoado por navios aliviadores para terminais instalados em terra. O gás será separado do óleo nas instalações do FPSO. Uma parte será aproveitada para geração de energia a bordo e o excedente terá dois destinos: poderá ser reinjetado no reservatório de petróleo no processo de produção ou exportado para terra por gasoduto que ligará o FPSO à plataforma de Mexilhão, que opera um campo de gás na mesma bacia em águas rasas. De Mexilhão, o gás será escoado para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em construção na cidade de Caraguatatuba (SP). Ali ele será tratado antes de ser despachado para o mercado consumidor.
 
 
 

CAPACIDADE DE TANCAGEM: 2 milhões barris
COMPRIMENTO TOTAL: 330 metros
EMBOCADURA: 58 metros
CALADO TOTAL: 19 metros
TRIPULAÇÃO: 100 tripulantes
PROCESSAMENTO DE ÓLEO: 100 mil bpd
PROCESSAMENTO  DE ÁGUA: 90 mil bpd
COMPRESSÃO DE GÁS: 5 milhões de m3/d
SISTEMA DE ANCORAGEM: “Spread Mooring” c/ 24 linhas de ancoragem


Fonte: Agência Petrobras
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