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Comperj

Petrobras avança em discussão sobre parcerias em refino e em acordo com Eletrobras

28/02/2018 | 15h15

A Petrobras está perto de concluir as discussões sobre o modelo para parcerias em refino, mas ainda há dúvida se ele será implantado em 2018, disse presidente da estatal, Pedro Parente, durante evento no Rio de Janeiro.

Ele afirmou ainda que negociações com chineses para parceria na finalização de obras em complexo de refino no Rio de Janeiro (Comperj) continuam, mas ainda não há prazo para um desfecho.

O presidente da Petrobras disse também que está "bem encaminhado" um acordo com Eletrobras para a elétrica pagar dívidas de cerca de 20 bilhões de reais pelo fornecimento de combustíveis usados em térmicas no Norte do país.

"Mas (o acordo) não está fechado nem formalizado", disse Parente, sem dar detalhes.

Na véspera, uma fonte do governo disse à Reuters que a Eletrobras e Petrobras chegaram a um entendimento sobre uma dívida que permitirá à elétrica estatal avançar com a privatização de sua distribuidora de energia responsável pelo fornecimento no Amazonas.

Segundo a fonte, há um reconhecimento entre as empresas sobre uma dívida de 17 bilhões de reais que a Eletrobras precisará quitar junto à Petrobras, e agora estão sendo discutidos "prazo, carência e taxa". Existe ainda uma cobrança pela Petrobras de mais 3 bilhões de reais junto à Eletrobras, montante esse que segue alvo de discussão.

Finanças

Com relação à situação financeira da Petrobras, o executivo afirmou que, apesar de avanços obtidos em termos de custos, produção e endividamento, ainda é complexa a situação financeira da empresa.

Ele disse que a perspectiva é de que somente em 2022 a empresa esteja em pé de igualdade com as demais petroleiras mundiais.

Parente destacou que no fechamento do terceiro trimestre de 2017 a dívida da companhia ainda era expressiva, de cerca de 90 bilhões de dólares, a maior de uma empresa do setor, segundo dados da Thomson Reuters.

"A nossa dívida no terceiro tri ainda era de 87 ou 88 bilhões de dólares, e ninguém pode olhar para uma dívida dessas e achar que a situação da empresa está resolvida", disse ele a jornalistas em evento da Fundação Getulio Vargas.

"O que a gente vê é que ela já se reduziu bastante e vai chegar a 2022 a um nível saudável e comparável com as melhores companhias de óleo e gás do mundo", adicionou.

Para reduzir custos e endividamento, a Petrobras tem um ambicioso plano de desinvestimento de 21 bilhões de dólares para o biênio 2017-2018. Para atingir essa meta, a empresa tem mapeados ativos avaliados em cerca de 45 bilhões de dólares, com potencial de venda.

 

Além disso, a empresa tem fomentado parcerias na exploração e produção com grandes empresas do setor, como Statoil, Total e Exxon, entre outras.

 

O CEO da estatal ressaltou que quer levar o modelo bem sucedido de parcerias no "upstream" para o "downstream" (refino), mas reiterou que a tarefa está sendo muito mais complexa do que imaginava.

 

Além das parcerias, a Petrobras tenta vender a polêmica refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que esteve envolvida nos casos de corrupção na empresa e foi alvo de investigações da Lava Jato.

 

O ativo foi comprado por mais de 1 bilhão de dólares.

 

"Com certeza hoje não vale nem 100 milhões. Ela foi comprada em outro momento do setor de petróleo e com um sobrepreço que já sabemos o motivo", disse à Reuters um ex-executivo da Petrobras em condição de sigilo.

 

 



Fonte: Reuters, 28/02/2018
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