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Petroquímica

Petrobras avalia expansão via Triunfo

21/05/2004 | 00h00

A Petrobras avalia investimentos na petroquímica além dos anunciados em seu plano estratégico. Por meio da Petroquímica Triunfo, na qual ampliou sua participação de 45% para 60% no início do mês, a estatal estuda a possibilidade de construir uma fábrica de polipropileno e adquirir uma unidade da Ipiranga Petroquímica (IPQ). Os dois investimentos somam US$ 210 milhões de um total de US$ 269 milhões que a Triunfo planeja para o período de 2004 a 2007.
A direção da Triunfo elaborou um plano investimentos que monta US$ 269 milhões (R$ 800 milhões) até 2007. O valor significa quase um quarto do US$ 1,1 bilhão que a Petrobras planeja aplicar diretamente em novos projetos no setor até 2010, conforme plano estratégico divulgado nesta semana.
A Triunfo prevê a construção de uma unidade de polipropileno e a aquisição de uma unidade da Ipiranga Petroquímica (IPQ), segundo consta no documento "plano de negócios da Petroquímica Triunfo - período 2004-2007" obtido pelo Valor. Estão contemplados ainda uma distribuidora de resinas e o aumento da capacidade de produção da atual fábrica.
O plano foi apresentado ao conselho de administração da Triunfo, em 23 de abril, duas semanas antes de a Petrobras anunciar que havia exercido seu direito de compra das ações da Dow Química na companhia. O conselho, composto por maior número de representantes da Petroquisa, pediu mais estudos e detalhes sobre os investimentos.
A Petrobras decidiu ampliar sua participação no capital votante da Triunfo de 45% para 60%. No início de abril, a Dow já tinha feito a oferta de venda de sua participação à Petrobras. Ofereceu também à Petroplastic, do acionista Boris Gorentzvaig, os demais 9,8%.
A Petroquisa, subsidiária da estatal, pagou R$ 80,5 milhões por 15% das ações da Dow. O investimento pago superou em 230% o valor patrimonial das ações da companhia no fim de abril.
A direção da Petrobras respondeu que, quando o plano foi apresentado, a estatal não era controladora da Triunfo. "Agora, na condição de controladora, examinará os investimentos propostos, e os adequará às condições de desenvolvimento do mercado onde a empresa está inserida", explicou em nota encaminhada ao Valor.
A Petrobras negou que tenha intenção de ampliar sua posição na petroquímica por meio da Triunfo e que exerceu seu direito de preferência pelas ações para preservar sua posição acionária na Triunfo. "O controle da Petroquisa sobre a Petroquímica Triunfo não a torna uma empresa estatal", informa a direção da Petrobras. A direção da Triunfo não foi localizou ninguém para comentar o assunto.
No documento sobre o plano de negócios da Triunfo, a direção da empresa, que admite que possui um portfólio "precário", faz projeções para ampliar seu leque de produtos. A empresa produz polietileno de baixa densidade, uma resina usada largamente pela indústria de embalagens.
O relatório revela que a Triunfo voltará a negociar um acordo operacional e comercial com o grupo Ipiranga em uma unidade de produção de uma resina mais sofisticada, o polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), produzido pela rival. A Triunfo avalia que o acordo com a Ipiranga Petroquímica vale US$ 10 milhões.
A empresa não descarta a possibilidade de formar uma joint-venture com a Ipiranga. A Triunfo explica que o objetivo do acordo é analisar os ativos da IPQ para uma eventual compra da planta, avaliada em US$ 60 milhões.
Em junho de 2003, a Triunfo já havia apresentado essa proposta ao conselho de administração. A Triunfo e Ipiranga chegaram a ter algumas conversas, interrompidas ainda na fase de estudos, explicou o diretor comercial da IPQ, Eduardo Tergolina. Ele disse que a intenção da IPQ, hoje, é consolidar as unidades do grupo na Copesul e definir o posicionamento estratégico da companhia.
A Triunfo propõe ainda a construção de uma planta de 150 mil toneladas de polipropileno, outra resina de uso diverso na indústria de plástico. A idéia seria aproveitar o propeno, matéria-prima que será produzida a partir de 2005, pela Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS). A nova planta, segundo a Triunfo, custará US$ 150 milhões. Com esse produto, vai entrar competindo no mercado hoje da Braskem, Polibrasil e da Ipiranga.

Sócio diz que a Petrobras quer estatizar companhia

O acionista da Petroquímica Triunfo, Boris Gorentzvaig, dono da Petroplastic, acusa a Petrobras de ter "estatizado" a companhia do pólo petroquímico gaúcho. "Não há uma lei especial que autorize a Petrobras a estatizar a Petroquímica Triunfo", disse.
Para Gorentzvaig, a Petrobras "prevaricou" ao gastar R$ 80,5 milhões pelos 15% das ações que pertenciam à Dow Química. "Quem autorizou o cheque para a Dow?", questiona o empresário.
Dono de 28% do capital votante da Triunfo, Gorentzvaig estuda a possibilidade de entrar na Justiça contra a Petrobras por ter exercido o direito de compra das ações da Dow. A Petrobras não quis comentar as declarações do de seu sócio na Triunfo.
Gorentzvaig trava uma disputa judicial, que se arrasta há mais de uma década, com a Petrobras pelo controle da Petroquímica Triunfo. Ele advoga o direito pelas ações da Aplub, o montepio gaúcho, subscritas pela Petroquisa, o braço da Petrobras no setor petroquímico, em 1985. Mas diz que suas ações dão direito ao controle. A Petrobras contesta.
Ele chegou a ganhar na Justiça o direito de controlar a empresa, destituiu a diretoria indicada pela Petroquisa e ficou menos de dois meses no comando. A Petroquisa conseguiu cassar a liminar. Gorentzvaig foi acusado de gestão fraudulenta no período em que ficou à frente da companhia e condenado a devolver os recursos à empresa.
Criada em 1979 com participação da Petroquisa, dos grupos privados nacionais Petroplastic e Aplub, além da francesa Atochem-Elf (que vendeu suas ações para a americana Dow), a Petroquímica Triunfo entrou em operação em 1986. A empresa produz 160 mil toneladas de polietileno de baixa densidade. Em 2003, a companhia faturou quase R$ 500 milhões e registrou um lucro líquido de R$ 26 milhões.
Gorentzvaig também tem opção para exercer a compra das ações da Dow, na proporção de sua participação, que equivale a 9,8%. Mas ainda não decidiu se irá exercer. O prazo termina no início de junho.
Por outro lado, ele não descarta a hipótese de vender sua participação na companhia. "Quem sou eu para ficar contra o Estado se ele quiser estatizar a petroquímica brasileira", ironiza. Mas, para sair do negócio, Gorentzvaig exige US$ 50 milhões pela sua participação além de outros US$ 50 milhões por sua fábrica de sacos plásticos, que fica em São Paulo, que recebe matéria-prima da Triunfo.



Fonte: Valor Econômico
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