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Exploração e Produção

Petrobrás ainda terá de avaliar se as reservas em águas profundas em Santos valem o investimento

19/10/2006 | 00h00

RIO - A Petrobrás deve levar uma década para iniciar a produção nas reservas de petróleo leve descobertas recentemente na Bacia de Santos. Segundo o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella, o prazo é necessário para avaliação dos resultados e busca de novos reservatórios que justifiquem o investimento. Ontem, Estrella afirmou que a empresa deve confirmar a existência de três novos campos produtores ainda este ano.

A descoberta de reservas em águas muito profundas em Santos foi comemorada pela companhia, que confirmou a expectativas de existência de petróleo abaixo de uma extensa camada de sal no subsolo da região. Os testes de produção no primeiro poço foram bem-sucedidos, mas o diretor da Petrobrás disse que a empresa precisa agora iniciar um programa de perfuração de novos poços no local.

O objetivo é encontrar novas acumulações de petróleo para diluir os altos custos de produção em reservatórios tão profundos. "Nessas condições, não dá para desenvolver pequenas acumulações", afirmou o executivo. A descoberta, já anunciada, fica abaixo dos 8 mil metros, o que cria diversos obstáculos tecnológicos. Estrella disse, porém, que o prazo estipulado não é grande em se tratando do desenvolvimento de uma nova província petrolífera.

A descoberta foi feita em parceria com a britânica BG e a portuguesa Petrogal. A Petrobrás não fala em volumes de reservas, mas no mercado estima-se que, segundo os dados do primeiro teste, há pelo menos 250 milhões de barris de petróleo. Estrella não quis confirmar números, alegando que a empresa está fazendo uma radiografia dos resultados do poço.

POTENCIAL

O executivo informou que a Petrobrás deve declarar as possibilidades comerciais de três novos campos com reservas de petróleo e gás ainda neste ano. Isso significa que a companhia se compromete a investir no início da produção dos campos, que estão localizados no Estado do Espírito Santo.

Pelo menos dois deles já são conhecidos, o ESS-164, na Bacia do Espírito Santo, e o ESS-130, na Bacia de Campos, na jurisdição capixaba. Ambos já foram citados no Plangás (Plano de Abastecimento de Gás), lançado pela Petrobrás no primeiro semestre.

No caso do ESS-164, a expectativa é de produção de 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Já o ESS-130 terá produção associada de óleo leve (100 mil barris estimados por dia) e gás natural (3,5 milhões de metros cúbicos por dia).

Segundo Estrella, há um terceiro campo, na região de Golfinho, cujos estudos ainda estão sendo concluídos, mas já permitem estimar as reservas em 100 milhões de metros cúbicos de barris de óleo equivalente. "No entorno de Golfinho, há uma série de pequenos campos que podem ser interligados ao principal, a exemplo do que pretendemos fazer com Mexilhão, na Bacia de Santos", disse o executivo.

Fonte: O Estado de S.Paulo



Fonte: O Estado de S.Paulo
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