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Petróleo

Petrobras admite que investimentos podem ficar abaixo da meta de 2011

02/03/2011 | 09h52
A intenção da Petrobras de investir R$ 93,6 bilhões este ano deixou analistas preocupados com o potencial da empresa de gerar o caixa necessário para a empreitada, sem ter de recorrer a nova emissão de ações em um horizonte de tempo relativamente pequeno. Mas ontem, em teleconferência com integrantes do mercado financeiro, o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Almir Barbassa, destacou que esse montante deverá ser o pico no Plano de Negócios 2010-2014 e, mesmo assim, a projeção de desembolsos para 2011 poderá não se cumprir.
 

Barbassa explicou que o valor desembolsado no ano passado, de R$ 76,41 bilhões, ficou 13,66% abaixo da previsão de R$ 88,5 bilhões feita pela empresa. O volume estimado para este ano está 5,76% acima da projeção feita para 2010, mas nos últimos anos a companhia não tem conseguido cumprir as metas de investimento, em grande parte devido à complexidade dos projetos.
 

"Em 2010, nossa projeção era de R$ 88,5 bilhões e realizamos quase 15% a menos. Tem muita chance de ocorrer também em 2011 por causa da complexidade que estamos administrando", ponderou Barbassa, lembrando que na média a empresa tem realizado cerca de 90% dos investimentos que planeja anualmente.
 

O diretor fez questão de tranquilizar os analistas e destacou que há um grande volume de obras em andamento e que boa parte delas começará a contribuir nos próximos anos para o caixa da empresa, aliviando a pressão por recursos. Para 2011, as maiores expectativas de alta para investimento estão em exploração e produção (E&P) e abastecimento, com redução nos volumes investidos em gás e energia e na área internacional.
 

Questionado sobre a possibilidade de a companhia arcar com o crescimento dos investimentos sem necessidade de recorrer a nova emissão de ações, Barbassa fez questão de frisar que não há no horizonte nenhuma outra emissão.
 

"Nosso plano deve ser financiado daqui para frente com dívida e o crescimento que a gente espera na produção deve compensar e adicionar o fluxo de caixa necessário para o crescimento previsto [para o investimento]."
 

O diretor destacou que os gastos com exploração da região da cessão onerosa, na bacia de Santos, não deverão ter grande impacto no volume de investimentos previstos para 2011, uma vez que a expectativa é realizar apenas duas perfurações de poços, e a projeção é de que os custos na região não superem os US$ 500 milhões.
 
 
Em relatório divulgado pouco depois do fim da teleconferência, a Moody's Investors Service afirmou que "a Petrobras está bem posicionada para avançar em seu programa de investimentos de capital". Segundo a agência, o programa de investimentos de US$ 224 bilhões entre 2010 e 2014 - que está sendo revisto pela estatal - eleva a dívida da Petrobras de maneira significativa, mas a produção e as reservas devem apresentar forte crescimento.
 

Apesar de elogiar a companhia brasileira, a Moody's alerta que a estatal - que atualmente tem um rating A3 em moeda local - tem riscos intrínsecos de seu "plano ambicioso" de investimentos e que o aporte de mais de US$ 50 bilhões em 2011 ultrapassaria significativamente seu fluxo de caixa "mesmo com o aumento da produção".
 

Barbassa também foi questionado em relação aos investimentos na área de refino e explicou que os desembolsos para adequar as unidades às metas de qualidade para os derivados já estão em curva descendente. Daqui para a frente a tendência é de crescimento da participação das novas refinarias nos investimentos na área.


Fonte: Valor Econômico
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