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Novo Prazo

Petrobras adia funcionamento da P-54; P-52 será inaugurada em dezembro

17/10/2006 | 00h00

RIO - A Petrobras terá que atrasar a entrada em operação de sua plataforma P-54 em pelo menos quatro meses, informou nesta terça-feira o gerente de Implementação de Empreendimentos para o campo de Roncador, na Bacia de Campos, Antonio Carlos Justi.

O novo prazo para a conclusão das obras na unidade será abril de 2007, em vez de janeiro. Só então, a plataforma parte para os testes, que devem levar entre um e dois meses, antes de seguir para o campo de Roncador.

Segundo Justi, a demanda aquecida por equipamentos do setor de petróleo e gás natural, não só no Brasil, como no mundo, está atrasando a entrega de encomendas para a construção de unidades de produção.

"Temos problemas por exemplo com a entrega de válvulas. Os fornecedores prometem entregar em determinada época, mas acabam não conseguindo cumprir o prazo pré-estabelecido", comentou após participar da inauguração da ampliação do estaleiro UTC, antigo Ultratec, em Niterói.

Ao lado da P-50 - que garantiu a auto-suficiência do País em petróleo - a P-54 é um dos maiores navios-plataforma do tipo FPSO a operar no Brasil. Depois de ser convertida durante 22 meses, no estaleiro Jurong Shipyard, em Cingapura, a partir do casco do antigo navio-petroleiro Barão de Mauá, a P-54 em julho para a integração dos módulos de processo, utilidades, geração de energia e compressão de gás, no estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói. A unidade terá capacidade para processar 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir diariamente seis milhões de metros cúbicos de gás natural

P-52
A estatal prepara uma grande festa para inaugurar em dezembro a plataforma P-52, primeira semi-submersível a ser construída no País (tem cerca de 71% de conteúdo nacional, exceto o casco). Apesar de só ter sua partida para o campo de Roncador, na Bacia de Campos, prevista para o final do primeiro trimestre de 2007, após a realização de todos os testes, a plataforma é emblemática para o governo Lula, já que foi a primeira a ser licitada com exigência de conteúdo nacional acima dos 65%.
Antes dela, o setor de construção naval no Brasil havia convivido com a polêmica sobre a construção do casco da plataforma P-50 em Cingapura, fato que marcou a campanha presidencial em 2002.

Construída de forma modular, a plataforma teve suas obras realizadas em seis lugares diferentes: o casco foi feito no estaleiro da Keppel Fels, em Cingapura, os quatro módulos de processo e utilidades foram construídos no canteiro da Keppel Fels, em Niterói; os de geração de energia, no canteiro da Mac Laren, também em Niterói, e os de compressão, no Porto Novo Rio, no Caju. A integração de todos estes módulos ao casco, que chegou ao Brasil no primeiro semestre deste ano, se concentram no canteiro do estaleiro Brasfels, antigo Verolme, em Angra dos Reis.

A P-52 terá capacidade para processar 180 mil barris de petróleo por dia de petróleo e comprimir 9,3 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.

Construção
A Petrobras recebe no próximo dia 24 de outubro as propostas técnicas e financeiras para a construção da plataforma P-55, destinada à terceira fase do campo de Jubarte, na Bacia de Campos. O recebimento das propostas já havia sido adiado por duas vezes porque, segundo a estatal houve grande número de pedidos de esclarecimentos técnicos feitos pelas empresas convidadas.

Segundo Justi, antes desta entrega, no dia 20, a Petrobras recebe as propostas das empresas convidadas a participar da licitação para a construção dos módulos de compressão de gás natural da P-55 e também da P-57, plataforma que será instalada também no campo de Jubarte.

A licitação bilionária para ambas as plataformas está ocorrendo em conjunto. Já foram entregues e estão sendo analisadas tecnicamente as propostas para a construção da P-57. Apenas duas das empresas convidadas demonstraram interesse na licitação: o estaleiro Jurong, de Cingapura, que no Brasil tem o braço Mauá-Jurong, em parceria com o empresário German Effromovith, do Grupo Marítima; e o estaleiro Atlântico Sul, da Camargo Correa, ainda sem estrutura física instalada e com previsão de construir um estaleiro no Porto de Suape.
O reduzido número de concorrentes foi atribuído pelo mercado à complexidade da obra, que envolve a concepção de um novo tipo de casco - o FPSO Brasil, idealizado pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).

Em ambas as plataformas, a Petrobras exige que o casco seja construído no Brasil. Mas o vencedor da licitação para a P-57 não poderá levar a P-55.

Segundo Justi, também já foram entregues as propostas para a construção dos módulos de geração de energia. Participam da concorrência, as empresas Rolls Royce, Dresser, Siemens e Nuovo Pignone.



Fonte: Agência Estado
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