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ONGs

Petrobras abrirá normas para contratação e patrocínios

21/12/2006 | 00h00

Diretoria nega favorecimento a ONGs; verba chega a R$ 200 milhões

O gerente de Relações Institucionais da Petrobras, Wilson Santarosa, afirmou ontem que a empresa abrirá no início de 2007 os procedimentos para contratação de organizações não-governamentais (ONGs) e instituições que recebem patrocínio da estatal. A medida tem o objetivo de assegurar uma maior transparência ao processo, que gerou suspeitas de favorecimento a aliados do PT no período pré-eleitoral.

Em cerimônia realizada hoje pela manhã, Santarosa e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defenderam a destinação de recursos para atividades sociais e culturais.

"Podemos ser acusados de qualquer coisa, mas não vamos abrir mão do compromisso com a sociedade brasileira", disse Gabrielli, no discurso, no qual anunciou que os desembolsos tendem a aumentar em 2007, uma vez que são proporcionais ao lucro da companhia.

Pouco antes, Santarosa havia dito que os patrocínios são "totalmente alinhados com as políticas da companhia" e contribuem para melhorar a percepção da marca Petrobras nos mercados onde atua. Apenas para a cultura, a companhia liberou mais de R$ 200 milhões este ano, segundo afirmou o ministro da Cultura, Gilberto Gil, também presente à cerimônia.

Santarosa reafirmou que as suspeitas de favorecimento foram baseadas numa análise de "apenas 26 projetos entre os 1,8 mil" em que a empresa tem em carteira. Disse ainda que a escolha dos projetos patrocinados é feita por uma comissão formada por pessoas de fora da companhia, escolhidas entre profissionais dos segmentos beneficiados.

Segundo o executivo, os recursos da Petrobras são depositados numa conta específica de cada projeto - e não na conta da ONG ou instituição beneficiada - e há dois fiscais para avaliar os gastos de cada patrocínio. "Estamos aqui há quatro anos e tivemos apenas um problema, com um líder indígena que sumiu com a primeira parcela de um patrocínio para uma ONG. Nem chegamos a liberar a segunda parcela", afirmou Santarosa.

Ele citou ainda, como exemplo de que não há favorecimento, o caso de uma multa de R$ 33 mil aplicada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), pelo não-cumprimento de um contrato de patrocínio para um festival de música.



Fonte: Jornal do Commercio/
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