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Pesquisa

Pesquisa mostra que o dia a dia dos brasileiros é comprometido por não entender ciências

05/06/2015 | 15h25

 

O Instituto Abramundo, braço social da Abramundo, empresa que tem como missão disseminar as ciências e propagar a cultura científica por meio de exposições, pesquisas e projetos socioeducacionais, anuncia os resultados de sua primeira pesquisa sobre letramento científico no país.

 

O Indicador de Letramento Científico Abramundo (ILC) é uma iniciativa inédita do Instituto Abramundo, em parceira com o Instituto Paulo Montenegro, responsável pela ação social do Grupo IBOPE, e a ONG Ação Educativa, a partir da experiência de mais de 10 anos destas duas organizações na realização do Inaf – Indicador de Alfabetismo Funcional. A realização do trabalho de campo, bem como da correção dos testes e do processamento dos dados, ficou sob a responsabilidade do IBOPE Inteligência, também responsável pela realização do Inaf.

 

Para o Instituto Abramundo, o conhecimento científico é imprescindível para se viver no mundo do século 21. “A ciência tornou-se necessária para se integrar em um mundo de rápidas transformações, que exige dos cidadãos correlações causais, seja para a busca da sustentabilidade ambiental, para o exercício da cidadania, seja para o desenvolvimento econômico”, afirma Ricardo Uzal, presidente do Instituto Abramundo.

 

De acordo com Uzal, “sabemos o quanto o desenvolvimento científico e tecnológico tem revolucionado a produção econômica, mas também a vida cotidiana dos cidadãos. Mais ainda, o quanto as nações estão dependentes do maior avanço tecnológico e cientifico”.

 

Para produzir resultados confiáveis e dar a eles visibilidade pública, optou-se por utilizar a mesma metodologia do Inaf - Indicador de Alfabetismo Funcional - para criar um indicador que permitisse aferir e acompanhar no tempo os níveis de alfabetismo científico no Brasil.

 

Para esta primeira edição, foi selecionada uma amostra de 2.002 casos, representativa da população de 15 a 40 anos, residentes no Distrito Federal e em 9 regiões metropolitanas brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Belém) e que tenham completado quatro anos de estudo. Com base no recorte geográfico e populacional da amostra, os resultados são representativos de cerca de 23 milhões de pessoas entre 15 a 40 anos que completaram os quatro primeiros anos do ensino fundamental (antigo primário) e que residem em 92 municípios das 9 regiões metropolitanas brasileiras.

 

Diferentemente das avaliações escolares, como o Pisa ou o ENEM, este indicador optou pelo foco na utilização de referências do mundo científico no cotidiano e na vida produtiva dos brasileiros que, enquanto cidadãos, trabalhadores, consumidores, eleitores, pais de família etc., representam o presente e o imediato futuro do país.

 

“Nesta direção, esta pesquisa é inédita e importante para orientar o próprio ensino da ciência na educação pública brasileira, que muitas vezes tem sido deixado em segundo plano”, afirma Carminha Brant, superintendente educacional da Abramundo.

 

O Instituto Abramundo acredita que o resultado do estudo aponta para uma urgente necessidade de desenvolver políticas com o objetivo de promover avanços no letramento científico do país, assim como de realizar novos estudos que permitam estimar os impactos dos atuais níveis de letramento científico nas diferentes esferas da vida social e econômica.

 

“Assim como o Inaf, o Indicador de Letramento Científico da Abramundo é uma iniciativa que pode servir para orientar políticas públicas”, afirma Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro.

O ILC convidou os respondentes a resolverem situações do cotidiano, cuja solução está baseada em:

 

- Domínio da linguagem – conhecimento sobre as nomeações relativas ao campo das ciências.

- Saberes práticos – como são colocados em prática os conhecimentos científicos e quais os valores atribuídos a essas práticas.

- Visões de mundo – como os conhecimentos científicos pautam a visão de mundo dos entrevistados.

 

Os indivíduos selecionados para fazerem parte da amostra foram entrevistados em seus domicílios por profissionais do IBOPE Inteligência, sendo que os trabalhos de campo ocorreram entre março e a abril deste ano. Além dos testes, os participantes responderam a um questionário socioeconômico desenhado para identificar variáveis explicativas dos diferentes níveis de letramento científico, bem como para melhor conhecer as características de cada grupo.

 

A partir das respostas dadas pelos participantes no teste e com base no conjunto de habilidades que cada indivíduo demonstra ter para responder às questões propostas, foi possível estabelecer 4 níveis de letramento científico:

 

Nível 1

Letramento Não-científico

Habilidades: Localiza, em contextos cotidianos, informações explícitas em textos simples (tabelas ou gráficos, textos curtos), sem a exigência de domínio de conhecimentos científicos.

 

O domínio do vocabulário científico básico evidenciado está associado à familiaridade do sujeito com as temáticas apresentadas, tais como: o consumo de energia mensal de uma residência em uma conta de luz, a dosagem máxima de medicamento na bula de um remédio, os riscos de doenças pulmonares causados pelo tabagismo.

 

% população de 15 a 40 anos, com 4 anos ou mais de estudo, residentes nas 9 regiões metropolitanas neste nível: 16%

 

 

Nível 2

Letramento Científico Rudimentar

Habilidades: No Nível 2, os indivíduos revelam a capacidade de resolver problemas cotidianos que exigem o domínio de linguagem científica básica, por meio da interpretação e da comparação de informações apresentadas em gráficos com maior número de variáveis, rótulos, textos jornalísticos, textos científicos ou legais, com diversas finalidades. Dentre os conhecimentos científicos encontrados neste grupo, podem ser citados o uso e a interpretação de medidas de tendência, a compreensão de fenômenos naturais e impactos ambientais. As situações propostas se relacionam à indicação de solução ambiental mais adequada a um contexto, a identificação de benefícios ou riscos à saúde e à análise de políticas.

 

% população de 15 a 40 anos, com 4 anos ou mais de estudo, residentes nas 9 regiões metropolitanas neste nível: 48%

 

 

Nível 3

Letramento Científico Básico

Habilidades: Elabora propostas de resolução de problemas de maior complexidade a partir de evidências científicas apresentadas em textos técnicos e/ou científicos (manuais, esquemas, infográficos, conjunto de tabelas) estabelecendo relações intertextuais em diferentes contextos.

 

No Nível 3, os indivíduos apresentam a capacidade de elaborar propostas para resolver problemas em diferentes contextos (doméstico ou científico) a partir de evidências técnicas e/ou científicas apresentadas em diferentes suportes textuais (infográficos, conjunto de tabelas e gráficos com maior número de variáveis, manuais, esquemas) com finalidades diversas. A construção de argumentos para justificar a proposta apresentada implica, neste nível, no estabelecimento de relações intertextuais e entre variáveis. Os temas abordados incluem a leitura de nutrientes em rótulos de produtos, especificações técnicas de produtos eletroeletrônicos, efeitos e riscos de fenômenos atmosféricos e climáticos e a evolução de população de bactérias.

 

% população de 15 a 40 anos, com 4 anos ou mais de estudo, residentes nas 9 regiões metropolitanas neste nível: 31%

 

 

Nível 4

Letramento Científico Proficiente

Habilidades: Avalia propostas e afirmações que exigem o domínio de conceitos e termos científicos em situações envolvendo contextos diversos (cotidianos ou científicos). Elabora argumentos sobre a confiabilidade ou veracidade de hipóteses formuladas. Demonstra domínio do uso de unidades de medida e conhece questões relacionadas ao meio ambiente, à saúde, astronomia ou genética.

 

No Nível 4, os indivíduos são convidados a avaliar e confrontar propostas e afirmações apresentadas em linguagem científica de maior complexidade, envolvendo diferentes contextos (cotidiano e científicos). Para justificar as decisões apresentadas, os indivíduos aportam informações extratextuais para formular argumentos capazes de confrontar posicionamentos diversos (científicos, tecnológicos, do senso comum, éticos) por meio de linguagem relacionada a uma visão científica de mundo. Dentre os temas propostos podemos citar: potência do chuveiro, temperatura global, biodiversidade, astronomia e genética.

 

% população de 15 a 40 anos, com 4 anos ou mais de estudo, residentes nas 9 regiões metropolitanas neste nível: 5%

 

 

Em linhas gerais, a escala de proficiência de letramento científico foi construída enquanto um contínuo, com um grau crescente de complexidade. Cada nível envolve situações e problemas relacionados a gêneros e tipos textuais e conhecimentos específicos e, de certa maneira, entende-se que uma pessoa em um determinado nível tem alta probabilidade de dominar habilidades, competências e conhecimentos para compreender e resolver as tarefas do nível anterior, mas não do nível seguinte.

 

Nesse sentido, o grupo de pessoas de Nível 1 mostraram-se capazes de reconhecer e identificar informações simples em textos cotidianos, em situações que não exigiam domínio de conceitos científicos como, por exemplo, na identificação do valor de uma fatura/conta de luz. Entretanto, dificilmente conseguiriam comparar diferentes informações para indicar, por exemplo, uma possível solução de um problema ambiental relacionado à produção de energia elétrica. Esta tarefa possivelmente seria realizada por pessoas a partir de Nível 2.

 

Já um grupo de Nível 3, além de indicar possíveis soluções, teria condições e capacidade para elaborar uma proposta, inclusive estabelecendo relações entre diferentes textos, atividades pouco prováveis de serem realizadas por uma pessoas de Nível 2.

 

Por fim, aquelas pessoas caracterizadas como de Nível 4, além de demonstrar plenas condições de realizar tarefas dos níveis anteriores, conseguiriam mobilizar

 

conhecimentos e conceitos científicos com autonomia, inclusive com possibilidade de lidar com questionamentos éticos relacionados ao campo da ciência.

 

Em uma primeira análise, a pesquisa demonstrou que a grande maioria (79%) das pessoas entre 15 e 40 anos, com mais de 4 anos de estudo e residentes no DF e nas 9 regiões metropolitanas do país, pode ser classificada nos níveis intermediários da escala, sendo que 48% desta população se encontra no Nível 2 (Letramento Científico Rudimentar) e 31% se enquadram no Nível 3 (Letramento Científico Básico).

 

Apenas 5 a cada 100 pessoas foram classificadas no Nível 4 (Letramento Científico Proficiente) e 16% da população pesquisada se encontra no Nível 1 (Letramento Não-científico).

 

Letramento científico e educação

Dentre os indivíduos que chegam ao ensino superior, 48% atingem o Nível 3 ( Letramento Científico Básico) e 11% podem ser considerados proficientes, ou seja, estão no Nível 4. Nesse grupo de mais alta escolaridade, há uma parcela significativa, 37%, no Nível 2 (Letramento Científico Rudimentar) e 4% que podem ser considerados iletrados do ponto de vista científico (Nível 1). Confira a tabela:

 

 

Mais da metade (52%) daqueles que cursaram ou estão cursando o ensino médio encontram-se no nível de Letramento Científico Rudimentar, enquanto a proporção de pessoas com Letramento Científico Básico é de 29% e apenas 4% atingem o nível de Letramento Científico Proficiente. Quase 1 em cada 6 pessoas deste grupo (14%) permanece no nível de Letramento Não-científico, mesmo após pelo menos 9 anos de estudo. Também entre aqueles que completaram no máximo o ensino fundamental prevalece o nível de Letramento Científico Rudimentar (50%) e a proporção de pessoas no nível de Letramento Científico Ausente chega a 29%. A proporção de letrados básicos e proficientes nesse grupo é de 20% e 1%, respectivamente.

 

Como se pode observar, os dados confirmam que a baixa escolaridade e, sobretudo a falta de prioridade da alfabetização científica no ensino fundamental compromete a apropriação das ciências e sua aplicação na vida cotidiana. Segundo Carminha Brant, o foco prioritário na educação pública tem sido o português – língua materna – e a matemática, o que pode resultar, sobretudo na segunda etapa do ensino fundamental na secundarização do ensino de ciências.

 

“A ausência de letramento científico básico reforça as desigualdades sócio- econômicas, comprometendo o exercício da cidadania e a inserção produtiva de grande parte de nossa população”, afirma a superintendente educacional da Abramundo.

 

No Brasil, a análise da evolução do mercado de trabalho realizado nos últimos anos revela que o emprego formal cresceu; porém, o aumento se deu, particularmente, nas atividades com rendimentos que não superam os dois salários mínimos.

 

Os resultados também impactam diretamente na esfera social, pois um maior domínio das habilidades de letramento no campo científico permite a incorporação destes conhecimentos a situações do dia a dia. Em contrapartida, a ausência ou menor domínio destas habilidades são limitantes para a realização de uma série de atividades, deixando de assegurar possibilidades de uma atuação plena em diferentes esferas da vida em sociedade, como cidadãos, consumidores, pacientes, dentre outros.

 

De acordo com essa mensuração, quanto mais alto o nível de Letramento Científico, mais facilidade as pessoas declaram ter para realizar as atividades testadas nesse estudo.

 

Com efeito, três a cada quatro pessoas (76%) entre 15 e 40 anos residentes no DF e nas 9 regiões metropolitanas do país e com pelo menos 4 anos de escolaridade declararam não ter dificuldade para compreender as contraindicações de um remédio, lendo a bula. Porém, se o tema é interpretar (ou explicar) com facilidade os resultados de um exame de sangue a partir dos valores de referência, essa proporção cai para 65% entre os indivíduos com Letramento Científico Proficiente, chegando a 33% no grupo de cientificamente iletrados.

 

Letramento Científico e seus efeitos na produtividade

O perfil do trabalhador em termos de letramento científico tem, evidentemente, grande potencial de impacto no campo econômico. O domínio das habilidades de letramento

 

científico pela liderança da gestão empresarial e pela força de trabalho são componentes essenciais para assegurar a produtividade e a competitividade, assim como para promover a geração de capital intelectual por meio de novas patentes.

 

O Brasil tem vivido, nos últimos anos, uma situação de virtual pleno emprego, responsável por importantes avanços econômicos e sociais no país. Com efeito, 67% dos indivíduos entre 15 e 40 anos residentes no DF e nas 9 regiões metropolitanas do país com escolaridade superior a 4 anos de estudo que participaram do estudo ILC estão trabalhando. Porém, do ponto de vista de produtividade, o crescimento econômico foi nulo nos últimos dez anos. O fato da produtividade não ter avançado é um limitador para o país.

 

O perfil do trabalhador brasileiro reflete praticamente a mesma composição da população em idade produtiva, como confirmam os dados desta primeira edição do Indicador de Letramento Científico, detalhados na tabela abaixo.

 

 

Mais de 6 em cada 10 trabalhadores (61%) entre os 15 e os 40 anos residentes no DF e nas 9 regiões metropolitanas do país e com pelo menos 4 anos de estudo não atingem o nível Básico de Letramento Científico, sendo que 14% deles podem ser considerados cientificamente iletrados. Em outras palavras, apenas 4 em cada 10 trabalhadores das principais capitais do país e dos municípios de seu entorno, onde está concentrada grande parte da produção nacional, têm a habilidade necessária para resolver problemas ou interpretar informações de natureza científica.

 

Efetivamente, apenas 5% dos trabalhadores estão apropriados dos conceitos e da terminologia científica, sendo capazes de aplicá-los para resolver problemas e interpretar fenômenos mais complexos, podendo contribuir com a concepção e implementação de soluções inovadoras para situações não necessariamente relacionadas ao cotidiano.

 

“Os primeiros resultados do ILC mostraram claramente como a educação desde a base é o caminho mais acertado para gerar bons profissionais e fazer com que a economia cresça. Os dados também deixam evidentes os impactos que isso causa no cotidiano da população e no desenvolvimento do país”, conclui Ana Lucia Lima, do Instituto Paulo Montenegro.

 

Embora alguns setores econômicos concentrem proporções maiores de trabalhadores nos níveis mais baixos de letramento científico, a presença destes grupos é significativa em todos os ramos de atividade.

 

A administração pública e as áreas de Educação e Saúde são os setores com maior proporção de trabalhadores entre 15-40 anos e com pelo menos 4 anos de estudo com níveis de Letramento Científico Básico e Proficiente (52% dos trabalhadores deste setor estão classificados nestes dois grupos). Em seguida, aparecem o setor de Transporte/Comunicação e a Indústria de Transformação.

 

Esse recorte do estudo é bastante preocupante. “Choca a insuficiência das elites com letramento proficiente em ciências”, afirma Uzal, ao constatar que somente 15% dos tomadores de decisão possuem letramento científico proficiente. Na administração pública, somente 9%; na indústria de transformação, apenas 5%.

 

O que pensam sobre a Ciência?

Esta primeira edição do Indicador de Letramento Científico procurou conhecer também a percepção da população investigada sobre a Ciência. Os resultados confirmam tendências verificadas em outros estudos, indicando uma alta favorabilidade das pessoas com relação aos temas do mundo da Ciência.

Convidados a opinar sobre seu próprio interesse em temas científicos e sobre a relevância da formação em ciências para o desenvolvimento profissional e da própria visão de mundo os entrevistados se posicionaram conforme indicado na tabela abaixo

 

 

Conforme indicado pela tabela acima, há, por grande parte dos entrevistados, uma visão positiva em relação à Ciência.

 

Os maiores níveis de concordância se dão no reconhecimento da importância da ciência como fator que tanto auxilia na compreensão de mundo (42% concorda plenamente e 30% concorda em parte) quanto sobre a garantia de boas oportunidades de trabalho - 41% concorda plenamente e 27% concorda em parte.

 

Menos de metade dos brasileiros entre 15 e 40 anos residentes nas regiões metropolitanas do país e que tenham pelo menos completado o 4º ano do ensino fundamental declaram ter gosto pela leitura de textos científicos (45%, sendo que 24% concordam plenamente e 21% apenas em parte) e pelo estudo de ciências (44%, 21% concordando plenamente e 23% em parte).

 

Embora uma alta parcela (68%) reconheça que a formação científica permitiria melhores oportunidades no mercado de trabalho, uma proporção bastante significativa (46%) não manifesta interesse por uma profissão na área de ciências. Em síntese, apesar da alta favorabilidade, a Ciência é vista por uma parcela significativa dos indivíduos que vivem nas principais capitais brasileiras e nos municípios de seu entorno como algo distante, como uma possibilidade para a qual não se sente atraído ou qualificado.



Fonte: IBOPE
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